Evento causa grande tumulto na Capital "Jerusalém 27.d.C., domingo. Urgente!

Hoje de manhã, um pretenço rei invadiu a capital montado num jumentinho e causou grande agitação na cidade".

Wilson Emerick

Parece até matéria dos nossos jornais. Algo um tanto espalhafatoso, beirando ao escândalo. Um acontecimento inédito envolvendo grande multidão. De repente (não mais que de repente!) um homem montado em um jumentinho adentra à cidade de Jerusalém, a capital da religião, sendo aclamado como "Rei". Formando uma grande procissão, a multidão cobre o chão com as vestes e ramagens para o desfile triunfal do Rei Jesus. Todos conhecem a agitada e bonita cena narrada pelos quatro evangelhos (Mt. 21; Mc 11; Lc 19; Jo 11). É um episódio envolvente, contagiante, que atrai todos para aclamar Jesus como o REI!
Neste Domingo de Ramos, recordamos a bonita cena que abre a semana da Paixão de Cristo. E aprendemos preciosas lições para a nossa vida cristã.
Inicialmente, observamos os detalhes da preparação do evento. Jesus encaminhou e cuidou pessoalmente dos preparativos. Porém, o que mais chama a nossa atenção é a participação do homem que emprestou o jumentinho. Ele ouviu a justificativa dos discípulos: "O Senhor precisa dele"! Ele atendeu prontamente. Ele compreendia quão grande é o privilégio de servir ao Senhor. E nós, somos cooperadores de Cristo? Ele conta com a nossa voz, nossas mãos, nossas pernas, nossos bens, dons, talentos, habilidades. Ainda hoje, a voz de Jesus continua a ecoar: o Senhor precisa dele! O Senhor quer nos usar! Ele sempre conta conosco!
A cena bastante movimentada nos mostra que a multidão também se envolve, se doa, se entrega. O povo exalta ao Senhor com os seus louvores, com os ramos, com as roupas. E reconhece Jesus como um autêntico "Rei" que merece a adoração. Lamentavelmente, na mesma semana a multidão demonstra sua inconstância, sua incorência, preferindo trocar Jesus por Barrabás. É o retrato fiel da inconstância do povo. Um dia adora a Deus; outro dia, busca os seus próprios interesses. Um dia adora a Jesus; outro dia, a Barrabás. Assemelham-se a nós que adoramos a Deus no culto dominical, mas durante a semana promovemos trocas, escolhendo o que julgamos mais interessante. O Senhor recebe a nossa adoração; mas, devemos glorificá-lo sempre!
O Domingo de Ramos é também uma oportunidade para testemunhar. Os discípulos proclamaram a mensagem evangélica em alto e bom som. E com tamanha ênfase, que incomodaram os ouvintes. Alguns pediram a Jesus que os discípulos se calassem. Mas, Ele responde que se eles se calassem as pedras clamariam. Ensina Jesus que a sua mensagem será anunciada sempre. Até mesmo por intermédio de coisas frias e sem vida. Mas, a mensagem será proclamada! Devemos entender que é um privilégio anunciar a mensagem do Evangelho! O Senhor tem os seus recursos, mas Ele prefere contar com os seus discípulos!
O Domingo de Ramos nos traz preciosas lições. Podemos ser mais úteis aos projetos do Reino de Deus - Ele sempre conta conosco. Devemos adorar ao Senhor de forma coerente, harmonizando a vida de culto com o culto da vida! E finalmente, devemos assumir a missão de mensageiros do evangelho da paz, do amor e da vida eterna!
E aí, vamos novamente agitar as nossas cidades?
Wilson Emerick é Pastor Presbiteriano


RECORDAÇÃO

E por falar em bicheiros e cabelereiros!!!!

Oswaldo Vicentin

Na década de sessenta fui gerente da Telefônica Barbarense S/A, 'TEBASA', e não havia DDD. Em virtude disso todas as ligações para as demais cidades tinham que ser feitas através da telefônica "TEBASA'. As ligações denominadas interurbanas eram feitas através das telefonistas que atendiam gentilmente a todos barbarenses. Naquele tempo o "jogo do bicho" tinha que ser transmitido para Campinas, como de costume através das telefonistas. O meu amigo Pingüim naquela época possuía uma padaria e ajudava nos pedidos de jogo. Vejam bem, o Vardinho aqui está se referindo naquela época, isto é, década de sessenta. Hoje não sei o que o bom Pingüim anda fazendo, aliás encontrá-lo para bater um papo e recordar os velhos tempos! Capice mano?
Certo dia obviamente naquela época, encontrei duas telefonistas chorando. Daí...
- Mama mia, o que aconteceu? Perguntei.
- Foi o Pingüim. Ele xinga a gente, quer que passe as ligações com urgência, mas as linhas estão acumuladas!
No dia seguinte fui ao barbeiro. Mas ah! como gostava daqueles barbeiros!!! Eram os meus grandes amigos Natale e Carlos Iatarola. E por sorte encontrando o Pingüim fui logo dizendo..........
- Pinguim, você é teimoso mesmo! E contando o que se passou disse-lhe;- toda vez que você precisar, fale comigo. E tem mais, em vez de você ficar bravo com as meninas, porque você não manda uns doces para elas?
Daquela data em diante tudo correu as mil maravilhas! As ligações nunca mais se atrasaram, e tanto eu como as telefonistas enjoamos de comer doces, bolos, e chocolates!
Mas voltando a falar em barbeiros. Naquele tempo havia os seguintes barbeiros-cabeleireiros: - Os irmãos Iatarolas, O Sr.. Antonio Scarpelim, Sr. Amadeu Pires, Sr. Henrique Vilela. Todos meus grandes amigos. Com exceção do Sr.Amadeu Pires, todos foram levados por Deus. Mas recordando os Iatarolas (como gosto dessa família!) O Carlito e o Natale possuíam barbearia na Rua Santa Bárbara perto da Igreja Mastriz, justamente onde estão construindo um belo (até que em fim) edifício. Quase sempre quando chegava lá, tambem lá estavam os meus amigos Pingüim, o Padre Vitório Freguglia, ( que alem da barba, arrumava os poucos cabelos com o Natale) e o Prefeito Ângelo Giubina. Do lado da barbearia logo na esquina havia um bar.= O amigo Carlito naquela época bebia. Mas foi por pouco tempo, porque logo parou e por mais de sessenta anos nunca mais ingeriu álcool, tendo sido considerado o melhor barbeiro, cabeleireiro de nossa cidade. Então o amigo Carlito, que naquele período gostava de uma "birita" fazia uma barba e ia tomar um gole. Uma barba e um gole. O Natale ficava bravo em vão. Certo dia ( e isso acontecia sempre) o Carlito estava cortando a barba do Sr. Giubina que esticava um pescoço vermelho parecendo um peru!
Como a pele era fina, sensível, e a barba grossa, era sangue pra todo lado. E o Carlito "botava" pedra ume. O Sr. Giubina saia todo remendado! Era só risada, ainda mais quando o Carlito dizia- espera aí um pouquinho que vou tomar mais uma!
Outro fato interessante naquela época aconteceu tambem no salão de barbeiro do meu amigo Antonio Scarpelim, do qual tambem era freguês. Certo dia, (como era comum) fui chegando, e lá estavam os velhos e estimados conterrâneos;- José Tedesco, Jorge Baruque, Arcilio Cavalheiro, Balancim, Miltom Maluf, Haroldo Bataglia, José (Zeca) Ribamar Kirvhes. Enquanto isso o Antonio Scarpelim cortava a barba do tambem grande médico e amigo Dr. Felício Fernandes Nogueira. Olhei para os companheiros presentes, e disse:
- Olhem que coisa linda:- que barbeiro bem trajado de branco, perfumado, elegante! O Scarpelim ficava todo orgulhoso sorria. Sorria! Em seguida eu dizia:- e olhem que médico garboso, de terno, bela gravata! Dr. Felício ficava tambem todo orgulhoso, agradecendo. Em seguida eu dizia:- é uma pena que os dois são como "bananeira que já deu cacho" perderam a virilidade! Aquilo era só risadas, e os dois ameaçavam correr atrás de mim. MAS QUANTA SAUDADES TENHO DE TODOS ELES!!!
Oswaldo Vicentin é colaborador


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