
Rapaz com parte da orelha decepada
Um rapaz teve parte de sua orelha arrancada durante uma festa sertaneja em um estabelecimento comercial no Distrito Industrial I, na madrugada do último sábado. A odisséia não parou por aí: ele ainda ateou fogo em um cartaz no Pronto Socorro "Edson Mano" e quebrou o vidro de uma porta na Unidade Modular "Dr. Afonso Ramos".
Segundo V.N.A., 20 anos, sua orelha fora mutilada por um dos seguranças do local. "Estávamos em três (pessoas) conversando e, porque eu estava falando alto, ele achou que era briga e me pegou pelas costas. Eu tentei sair e nisso veio outros para cima de mim e começaram a me bater", contou.
A mordida teria acontecido enquanto outros seguranças tentavam mobilizá-lo. Por conta disso, V. confessou dar várias mordidas no peito de um dos homens para conseguir escapar.
N.R., proprietário do estabelecimento, contou que os jovens estavam batendo boca e já teriam sido alertados. A briga começou e V. foi detido por um segurança. Reagindo, V. o mordeu no peito. O incidente na orelha teria ocorrido quando outros rapazes começaram a desferir golpes tanto no rapaz quando no segurança, conforme disse N.
"Um segurança não estava dando conta e outros seguranças foram ajudar. Nós temos dois guardas municipais à paisana aqui, foram eles que conseguiram colocar esse rapaz para fora". N. lembrou que um dos guardas mandou V. fugir dali.
Caos no hospital
Fora do estabelecimento, V. teria sido socorrido ao Pronto Socorro "Edson Mano" por um motorista que passava pelo local. Por volta das 4h, após receber a medicação e ter a orelha enfaixada, o rapaz pôs fogo em um cartaz no PS. Segundo ele, estava revoltado uma vez que queria voltar para casa e funcionários teriam alegado não haver ambulância disponível no momento, somente às 6h.
Devido ao incidente, um funcionário levou o rapaz até em casa, no bairro Nova Conquista, ainda se queixando de dores na orelha. A mãe o acompanhou até o "Afonso Ramos" onde recebeu "umas gotinhas que não adiantaram de nada e o mandaram embora". Revoltado, deferiu um golpe contra o vidro de uma das portas e a Guarda Municipal foi acionada.
A mãe disse que o filho ainda tentou voltar ao estabelecimento comercial para reaver sua bicicleta - que tinha deixado no estabelecimento - quando foi detido por uma viatura na Avenida Interdistrital, no Distrito Industrial I. "Eles me algemaram e disseram que eu nunca mais iria ver minha bicicleta. Eles ainda me levaram no lugar, mas ela não estava mais".
V. foi novamente colocado na viatura e deixado em sua casa. Dois boletins de ocorrência foram registrados sobre o caso. O rapaz passa hoje por exame de corpo delito em Americana.
Guarda à paisana
O comandante da Guarda Municipal, Joel Soares, disse desconhecer o caso dos guardas à paisana em tal estabelecimento. "Não disponibilizamos homens para esse tipo de trabalho. Nossos guardas trabalham fardados, não à paisana". A Guarda Municipal irá apurar o ocorrido e que as devidas providências sejam tomadas.
Um homem é acusado de ter matado o próprio pai, em Peruíbe, no litoral paulista. Francisco de Assis Costa de Araújo, de 27 anos, é o principal suspeito de ter assassinado o pedreiro José de Araújo Carvalho. O homicídio teria sido motivado pela venda de um DVD player e um ventilador. Segundo a polícia, a vítima, de 54 anos, seria viciada em drogas e teria vendido os objetos do filho para comprar entorpecentes.
O crime aconteceu na casa da família, no bairro Vila Nova Esperança. De acordo com o pedreiro José Arlindo Araújo, de 30 anos, filho da vítima e irmão do acusado, Francisco lhe telefonou por volta das 3 horas da madrugada dizendo que havia matado o pai. Porém, o pedreiro não acreditou e foi até a casa da vítima apenas às 6 horas da manhã de ontem quando encontrou o pai caído no chão do quarto, com uma poça de sangue sob a cabeça, hematomas e um corte no rosto.
De acordo com o delegado titular de Peruíbe, Bruno Jacinto de Almeida Junior, logo após telefonar para o irmão de um orelhão, Francisco voltou para casa, pegou seus objetos e fugiu. "Agora estamos fazendo diligências para tentar encontrá-lo. Eu acho que ele está aqui na cidade ainda", disse o delegado.
O delegado do 3º Distrito Policial Gilberto Doria informou ontem que irá instaurar ainda esta semana inquérito para apurar as causas da morte do operador de máquinas Renan Cecolo, 21 anos ocorrido na tarde de anteontem no interior da empresa Usicomp no Distrito Industrial.
Doria informou que pretende ouvir depoimento de pessoas que se encontravam no mesmo setor de Renan quando uma peça que estava num torno CNC se soltou atingindo-lhe a cabeça e perfurando uma parede. Renan chegou a ser socorrido mas morreu no PSM. O policial irá aguardar também o laudo do perito do Instituto de Criminalistica (IC) que esteve no local.
Renan que residia em Americana, foi sepultado ontem no Cemitério Parque Gramado.
O advogado da Usicomp, José Eduardo de Sousa, informou que a empresa está dando apoio à família, mas vai esperar o resultado da perícia antes de se manifestar sobre o acidente.
A operação realizada ontem entre os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) e a Polícia Federal (PF) prendeu 26 envolvidos num esquema de contrabando de peças e exploração de máquinas caça-níqueis até o começo da noite. Entre os presos, estão quatro investigadores de Jaú, um agente da Polícia Civil de Rio Claro e um policial militar de Jaú. Na ação penal movida pelos promotores, 52 pessoas figuram como réus, inclusive dois delegados, que não foram presos: o seccional de Jaú, Antonio Carlos Piscino, e Roberto de Mello Anníbal, ex-diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior/Deinter-4, em Bauru.
A investigação dos promotores estaduais e federais durou cerca de um ano e começou porque, nessas cidades, o funcionamento ilegal das máquinas caça-níqueis não foi combatido pelos policiais. Quatro grupos criminosos participaram do esquema, segundo os promotores. As máquinas caça-níqueis teriam saído de Rio Claro. Todos os presos responderão inquérito por formação de quadrilha e por corrupção ativa dos agentes públicos. Os policiais envolvidos ainda responderão por corrupção passiva, facilitação de contrabando e prevaricação. Dois investigadores, com mandados de prisão expedidos, não foram localizados até o fim da tarde de hoje.
Segundo o delegado da PF em Bauru, Antonio Vaz de Oliveira, 130 agentes, de dez delegacias e da superintendência de São Paulo atuaram na operação. Os agentes públicos foram levados aos presídios de suas instituições e os demais para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.
Na noite de anteontem ocorreu um assalto a um bar na Rua Jaú , no Jardim Esmeralda.
O comerciante A.L.G, 61 anos, relatou que estava no estabelecimento na companhia de vários fregueses , quando surgiram dois desconhecidos armados com revólveres, que renderam a todos. Os bandidos apoderaram-se de R$ 1 mil em dinheiro, documentos do comerciante, e duas folhas de cheques de clientes.
Um boletim de ocorrência de lesão corporal foi registrado no plantão policial de Santa Bárbara na noite de segunda-feira.
Anteontem no final da tarde, V.C.S.R., 38 anos, da Rua Águas de São Pedro, no bairro São Joaquim, discutiu com seu cunhado J.A.S., morador em São Caetano do Sul, e este a agrediu com socos no rosto e nas costas. A vítima foi atendida no Pronto Socorro Municipal.
Um empresário paraibano de 49 anos e um funcionário da TAM se envolveram em uma briga durante o check-in no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, na noite de sábado . Agredido pelo funcionário, o homem foi submetido a uma cirurgia ortopédica ontem, segundo a assessoria do Hospital São Luiz.
Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado na delegacia do aeroporto, o empresário, que estaria aparentando embriaguez no momento da confusão, foi impedido de prosseguir pelo funcionário da empresa aérea. Além de pedir para que fossem retiradas as bagagens do empresário, o funcionário também teria pedido para que o passageiro fosse tomar um café e lavar o rosto, pois ainda não estava no horário do embarque.
O empresário se exaltou e passou a ofendê-lo e a segurá-lo pelo braço, segundo o boletim de ocorrência. Diante da proibição do embarque, o empresário teria agredido o funcionário que faz o check-in com um soco no peito e outro no rosto. O aeroviário revidou e acertou o empresário com um soco no rosto e um chute na perna, que o levou ao chão.
O empresário foi levado por uma ambulância da Infraero ao Hospital Municipal de Urgência, em Guarulhos, para a realização de exames, já que reclamava de fortes dores na perna. Foram requisitados exames de corpo de delito para autor e para a vítima.
Por meio de nota oficial à imprensa, a TAM informou que, "durante o atendimento no aeroporto, o funcionário foi agredido e se defendeu, registrando em seguida um boletim de ocorrência policial e fazendo um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal".
Além disso, a TAM diz que vai aguardar a manifestação das autoridades e que "está à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários".
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