Padre José Cipriano
Terminando o mês, iniciamos a semana quase santa (semana santa)para os cristãos,celebrando a paixão,morte e ressurreição de Cristo.
Os tempos mudaram esta semana era considerada santa,cheio de temor e tremor pelas pessoas,que tinham um respeito para com esses dias.Os mais antigos contam do respeito nesta semana : não podiam varrer a casa,não se falava alto,serviços os mais necessários,jejum e abstinência de carne rigoroso, incentivavam as crianças ao silencio,que não podiam brigar com os outros,tudo girava em torno do mistério, do sobrenatural dos acontecimentos.
Na sexta-feira santa,era o dia mais carregado de um silêncio, tristeza, parecendo que toda a terra estava encoberta de luto por densas nuvens... As igrejas cheias para beijar o santo e fazer seus pedidos.
O pessoal do sitio saiam de madrugada carregando os jacas no burro ,e dentro as crianças, e quando chegavam na cidade, lavavam os pés e calçavam as alpercatas e os vestidos de chitas que as meninas traziam..
Participar da procissão do Senhor Morto,era uma obrigação,"nós vamos na procissão do enterro",do Cristo. Quanta piedade, sacrifícios, caminhadas, para chegar até a matriz da cidade.
Não podemos esquecer da famosa paçoca que a avó, fazia no pilão,do pinhão e de outras guloseimas,para esta semana.
Tudo isso já passou...Saudosismo? Creio que não,mas era a maneira do povo viver a fé,sem muitas vezes entender as cantorias da Igreja em seus latinorum, "ora pro nobis"..
Os dias de hoje, não pode ser o de ontem, a semana santa de hoje tornou-se mais profana e como um feriado qualquer para muitos,que aproveitam desses dias,para praias descansos, churrascadas (até mesmo na 6ª feira santa), bebidas, diversões,"menos lembrar que Cristo morreu por cada um de nós".
Profanam-se os tempos e a semana, a mentalidade é outra,e assim a semana vai ficando quase santa,por que o valores para muitos são outros,não existe mais um compromisso com a fé.
Cada um faz a sua própria religião, sem precisar de templos,comunidade, procissões,missas e etc...A religião tornou-se pessoal,rezo em casa,tenho minha oração e fé,hoje passaram para outros extremos, muitas vezes mais incrédulos na fé,suspeitando de tudo e de todos,mas procurando satisfazer-se o próprio eu pessoal,mediante o consumismo, materialismo e criando necessidades, que muitas vezes nunca se está satisfeitos (sempre no vazio da vida).
Evidente que não deva existir rigorismo, mas é viável que todos tem seu direito de descanso e lazer, e recompor suas forças para o dia a dia da jornada, mas não se deve esquecer que Deus esta acima de tudo,e sem ele não podemos fazer nossa caminhada,pois somos fracos, limitados, precisamos do abraço misericordioso do Pai.
Onde quer que você se encontre meu irmão(ã),procure um tempo para Deus, faça uma visita em alguma igreja,e perca pelos menos alguns segundos,com aquele que te deu a vida e o ama. Procure tempo para Deus,para não reclamar mais tarde que Deus não teve tempo para você.
Faça de sua semana santa, a santidade da vida.Cristo deu a vida na cruz por cada um de nós, seu sangue não foi derramado em vão,sofreu por amor, onde foi a maior prova de amor por todos.
Ninguém tem maior amor,do que dá a vida para os irmãos".
Tenha uma boa semana santa!
Padre José Cipriano
Henrique Matthiesen
De repente, sucedem-se ofensivas à lembrança de Leonel Brizola. Da imundice da ditadura brotam documentos sem provas nem proeminências a respeito de existir o então governador do Rio agindo a ofício do crime organizado. Trata-se de armação das elites desmoralizadas com o esgotamento do capitalismo bestial e do neoliberalismo posto em frangalhos pela crise econômica.
Querem, na realidade, impedir o ressurgimento do socialismo caboclo que Brizola tão bem amparou enquanto viveu, numa espécie de premonição sobre o que viria de forma infalível, a desordem e o reingresso do Estado nas relações econômicas. Julgam poder passar da defesa ao ataque maculando a obra do morto digno, não titubeando em valer-se do estrume produzido nos anos de chumbo pelos que imaginavam infindável o modelo agora escoado para o esgoto. São informações produzidos pelo SNI, aquele monstro criado para eternizar o arbítrio e a atrocidade, aliás, denunciado como tal por seu próprio criador.
Denunciam o líder trabalhista de haver colaborado para o acréscimo da criminalidade no Rio de Janeiro, em nome dos direitos humanos. Ora, a criminalidade vem aumentando, é certo, mas por conta do desemprego gerado pelos culpados pela débâcle financeira deste início de século.
A ambição desmesurada das elites gerou a advertência que agora imaginam debitar a Leonel Brizola, pretendendo venha a opinião pública olvidar a precioso ajuda do caudilho nos planos da educação, das obras públicas e do aferro contra a ditadura.
Valeria para esses sorumbáticos atentar para o fato de que o presidente Lula, ainda que com atraso incompreensível, tenha começado a recitar em gênero, número e grau a cartilha de Brizola, pregando a estatização e a entrada em cena do poder público como fator de recuperação da atividade econômica. E só para finalizar: o crime organizado cresceu nas favelas e estende seus tentáculos para o asfalto, porque cresce, nas elites, a corrupção, a lavagem de dinheiro, a formação de quadrilhas e até consumo de drogas.
Henrique Matthiesen - colaborador
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