Alexandre Visockas Rafael Piovezan
O grande problema da dengue são os mosquitos, e os mosquitos, não conhecem fronteiras.
Sabemos que os fatores ambientais favorecem a proliferação do Aedes aegypti, e esse está vinculado intimamente com a presença dos seres humanos, que permitem a existência de habitat aos insetos que infestam as residências. Portanto a forma mais eficiente de combater esses mosquitos é adotando medidas de saneamento domestico.
É de vital importância garantir a participação ativa da comunidade para reduzir o número de focos dos mosquitos.
No verão 2006/2007 presenciamos a maior epidemia de dengue da história na cidade de Santa Bárbara d´Oeste. Foram notificados 50 casos positivos em 2006 e 640 casos positivos em 2007. Embora o número de casos tenha reduzido significativamente em 2008, o Índice de Breteau médio para o Município, foi de 0,73 revelando que existe quantidade de mosquito relativamente alta na cidade, considerando que o período era de final de inverno, quando o número e a atividade do mosquito são sabidamente menores.
Diante deste quadro sentimos a necessidade de intensificar as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue. É de fundamental importância a realização de ações em áreas infestadas por mosquitos, quando o nível de infestação se aproxima daquele considerado de maior risco para a transmissão da doença. Esse trabalho deve ser realizado de forma rápida, em pequeno intervalo de tempo, por esse motivo há necessidade de se utilizar recursos humanos, materiais, integração com outras Secretarias da Prefeitura, outros Órgãos e da comunidade.
A situação que contribui para um agravamento da ocorrência de casos no futuro é o descaso em momentos silenciosos (quando não são notificados casos novos).
"A dengue é uma lição que o Brasil já deveria ter aprendido há muito tempo. Todos os anos em que há disputa eleitoral, a guerra contra a dengue perde. Os gestores desmobilizam programas, demitem servidores e fazem politicagem menor com algo tão grave", afirmou o ministro da Saúde José Gomes Temporão.
Um dos problemas que têm acarretado retardo no reconhecimento de uma situação epidêmica, aumento nos gastos públicos e, indiretamente, diminuição da qualidade da atenção, é o uso inadequado de técnicas disponíveis para o levantamento de casos de dengue. Os trabalhos de busca ativa (procura ativa de casos) evitando assim apenas tomar ciência dos casos de demanda espontânea (quando o doente procura o serviço de saúde espontaneamente), pois, sobretudo, essa ação tem a finalidade de orientar ações de vigilância e bloqueio de casos. Desse modo, sua importância é capital em períodos não epidêmicos.
A Secretaria Municipal de Saúde, já notificou em apenas três meses, um numero de suspeito quase igual ao notificado em todo ano de 2008. Ampliou as áreas de busca ativa, passando de cerca de 60 (sessenta), casas por caso positivo em 2008 para quase 500 (quinhentas) em 2009.
Nesse cenário, torna-se importante que o conjunto de ações para prevenção da doença seja intensificado, como estamos fazendo, permitindo um melhor enfrentamento do problema e a redução do impacto da dengue em nossa cidade.
n Alexandre Visockas
n Rafael Piovezan
Paiva Netto
Desde a monera, a razão não deslindou em essência os mistérios que afligem a Humanidade. Entretanto, a Religião não satisfez de todo a fome de luz do mundo. Necessário se faz entender que uma não poderá cumprir à perfeição o seu labor sem o auxílio da outra.
Refletindo sobre essa fundamental parceria, concluiu Albert Einstein (1879-1955):
- "(...) Eu afirmo com todo o vigor que a religião cósmica é o móvel mais poderoso e mais generoso da pesquisa científica. Somente aquele que pode avaliar os gigantescos esforços e, antes de tudo, a paixão sem os quais as criações intelectuais científicas inovadoras não existiriam pode pesar a força do sentimento, único a criar um trabalho totalmente desligado da vida prática. Que confiança profunda na inteligibilidade da arquitetura do mundo e que vontade de compreender, nem que seja uma parcela minúscula da inteligência a se desvendar no mundo, deviam animar Kepler e Newton para que tenham podido explicar os mecanismos da mecânica celeste, por um trabalho solitário de muitos anos. Aquele que só conhece a pesquisa científica por seus efeitos práticos vê depressa demais e incompletamente a mentalidade de homens que, rodeados de contemporâneos céticos, indicaram caminhos aos indivíduos que pensavam como eles. Ora, eles estão dispersos no tempo e no espaço. Aquele que devotou sua vida a idênticas finalidades é o único a possuir uma imaginação compreensiva destes homens, daquilo que os anima, insufla-lhes a força de conservar seu ideal, apesar de inúmeros malogros. A religiosidade cósmica prodigaliza tais forças. Um contemporâneo declarava, não sem razão, que em nossa época, instalada no materialismo, reconhecem-se nos sábios escrupulosamente honestos os únicos espíritos profundamente religiosos".
Desse sentido de religião cósmica aspirada pelo brilhante físico certamente aproximou-se um dos maiores abolicionistas brasileiros: Joaquim Nabuco (1849-1910). O ilustre diplomata, a quem, em 1901, foi confiada a missão de embaixador da República do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington, escreveu: "A religião não é um obstáculo à alegria e à liberdade. A fé é um pássaro que pousa no alto da folhagem e canta nas horas em que Deus escuta (...)".
Com certeza, Nabuco percebera a realidade de uma crença universal, que pode ser sentida e vivenciada pelo coração do Ser Humano, de inteligência modesta à mais erudita.
Sérias consequências morais
Em Arnoso, Portugal, redigi um artigo originado de uma carta que endereçara, em 28 de fevereiro de 1993, a meu filho José Eduardo, àquela altura estudando música na Bulgária. Seu título, "Matéria também é Espírito. Deus não é suicida". Foi publicado em 29 de abril de 1993, pelo "Correio Braziliense": (...) A revolução de Einstein no campo da Física seguiu essa mesma direção: E=mc2. A conceituação moderna de matéria é nuclear. A imagem da solidez foi substituída pelo circuito fissão/fusão. A liberação da energia, contida no dinamismo dos núcleos acelerados, passa pelos dedos e escapa às mãos dos que desejariam segurar a matéria, firmados em ultrapassados conceitos do materialismo dialético. Eis uma descoberta científica de sérias consequências morais, como todas o são em profundidade.
A Vida Eterna desaconselha o suicídio
Diz antigo ditado: "Aqui se faz e aqui se paga". No entanto, a origem dos benefícios e dos males que afetam o Ser Humano encontra-se primeiro no âmbito espiritual. É preciso, pois, conhecer as carências da Alma, a sua visão religiosa, política, econômica, pública e coletiva, de forma que não vivamos eternamente iludidos pelo que apenas vemos e tocamos, enquanto o Espírito, nossa verdadeira procedência e destinação, continua sendo o grande esquecido.
Os que desacreditam do prosseguimento da Vida, após o fenômeno chamado morte, podem situar-se entre aqueles que têm o túmulo como a expressão maior de suas ambições. (...) E esta fraterna mensagem serve de advertência aos que buscam, pelo suicídio, livrar-se de seus problemas. Embora não devamos temer o aparente encerramento da existência humana, jamais procuremos a autodestruição, porquanto o Espírito é imortal. Ademais, permanecem as dificuldades, tanto aqui quanto lá. Boa medida é tentar resolvê-las na Terra.
Como a morte não existe mesmo, os que nela pensam alcançar sossego, surpreendidos serão, do Outro Lado, com as questões de que fugiam, acrescidas de novas implicações. Trata-se de trágica realidade, que não devemos provocar.
Lei Pietro
O projeto de Lei que define o período anual de 14 a 21 de dezembro como Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea foi aprovado por unanimidade, na terça-feira, 31/3, pelo Senado. O deputado federal gaúcho Beto Albuquerque é o autor da lei que leva o nome de seu saudoso filho, Pietro, vítima de leucemia. Para entrar no calendário de campanhas de saúde no Brasil, falta à Lei Pietro ser, agora, sancionada pelo presidente Lula. E assim aumentam os parceiros na luta pela vida.
José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.
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