REFLEXÃO
Quando Deus muda o nome de uma pessoa, geralmente significa que o passado está mudado para sempre.
ELEIÇÃO
Logo mais à noite acontece a eleição da nova diretoria do Hospital Santa Bárbara e posse dos novos conselheiros. A diretoria do HSB é presidida atualmente por Aparecido Donizete Leite. O novo presidente será o médico Luís Fernando Maeda, tendo como vice o empresário Laerte Zúcollo. Atualmente o hospital funciona em co-gestão com a prefeitura.
SEPULTADO
Ontem de manhã foi sepultado em Campinas o corpo do deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba João Herrmann Neto, 63 anos. Ele morreu na madrugada de domingo em seu sítio na região de Bauru. O prefeito Mário Heins que era do mesmo partido do deputado e amigo dele, compareceu ao velório ontem antes do sepultamento .O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado de ministros também esteve no velório domingo.
ASSUMIU
O deputado federal Paulo Renato de Souza tomou posse como secretário estadual de Educação de São Paulo ontem. A cerimônia ocorreu no Palácio dos Bandeirantes. Doutor em Economia, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo Renato foi ministro da Educação entre 1995 e 2002. Ele substitui a secretária Maria Helena Guimarães, que pediu demissão no dia 26 de março. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação, o pedido de demissão se deve "por motivos estritamente pessoais" e Maria Helena continuará prestando assessoria para a secretaria. Na semana passada, o governo divulgou os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, que apresentaram piora no desempenho dos estudantes da 4ª, 6ª e 8ª séries na avaliação de português .A secretaria já havia divulgado os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp). Quase 20% das escolas da rede estadual não apresentaram melhora.
NINGUEM É FREIRA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem a ocorrência de disputas entre o Executivo, o Congresso e o Judiciário. Segundo Lula, essas divergências são normais, pois fazem parte do processo de consolidação da democracia do país. "Ninguém aqui é freira e nós não estamos em um convento", afirmou o presidente durante cerimônia de lançamento do 2o Pacto Republicano de Estado. "E não me consta na história que num convento também não tem briga", acrescentou, arrancando risadas da plateia. O pacto, assinado pelos chefes dos Três Poderes, tem o objetivo de aumentar o acesso da população à Justiça, acelerar julgamentos de conflitos de massa, como a discussão sobre a cobrança da tarifa básica da telefonia, e dar mais agilidade à investigação criminal e ao processo penal.
"O que nós precisamos é perder o medo de mudar", disse o presidente. "Afinal de contas, médico e Justiça ninguém precisa em tempos bons. Só precisa em tempos maus", acrescentou. Participaram também do evento os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP).
CRITICA
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou ontem a política do governo federal de concessão de aumentos salariais ao funcionalismo e elevação das contratações, com boa parte dos cargos em comissão, sem concurso público. Segundo ele, sua administração não elevou os vencimentos dos servidores paulistas nem o fará agora, em meio à crise financeira internacional. "Diferentemente do governo federal, que programou aumentos fortíssimos para quando o pessoal não estiver mais lá, nós não fazemos isso", afirmou.Contumaz crítico da condução da política monetária pela diretoria do Banco Central, comandada por Henrique Meirelles, o governador de São Paulo também mostrou-se impaciente com a demora das ações da autoridade monetária para diminuir os efeitos da recessão mundial no Brasil, especialmente com a retomada do crédito às empresas e famílias. "O problema crítico número um da economia brasileira é o crédito. E isso é muito mais grave no caso das micro, pequenas e médias empresas", comentou.Serra repetiu que o governo federal "entrou atrasado" na adoção de medidas de política monetária para atenuar os efeitos da crise internacional sobre a economia do País. "Sem dúvida, no enfrentamento da crise, o Brasil entrou muito atrasado. O BC entrou tardíssimo no assunto, pois esperou seis meses para fazer alguma coisa. Isso é fato inédito no mundo. Pode entrar para o Guinness em recorde mundial por não fazer nada diante de uma crise internacional deste tamanho", comentou, referindo-se ao livro de recordes Guinness.
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