Oswaldo Vicentin
Desde os tempos das Capitanias Hereditárias, o Brasil foi governado por um grupo de safados. A roubalheira se estendia do Oiapoque ao Chuí. A tal de distribuição de renda, nunca aconteceu neste País. Os sem terra ficaram sempre sem terra, e o que é mais doloroso, ficaram sem assistência à saúde, à educação, sem casa e sem nada. Na verdade os governantes do tipo Sarney consideraram o Brasil como se fosse uma FAZENDA de sua propriedade, onde o povão sempre trabalhou e pagou os impostos. Some-se ainda o menosprezo e o preconceito contra as classes C, D, por eles, consideradas descartáveis. Do dinheiro arrecadado, uma parte ia para suas contas em bancos suíços e Ilhas Caimãs. Outra parte era dada aos lobistas, especuladores, aos investidores aliados aos bancos americanos. E o que sobrava era aplicado na segurança, educação. Daí o motivo dos professores policiais ganharem durante muito tempo, salários irrisórios e incompatíveis pelos seus grandes serviços prestados.
As conseqüências daquelas administrações desastradas estão ai: São seqüestros, carros blindados, casas gradeadas, balas perdidas, traficantes como o CV ( Comando vermelho) querendo fazer um governo paralelo. Não fosse aquelas quadrilhas com governantes inescrupulosos, egoístas, durante os últimos quatrocentos anos, hoje o Brasil poderia ser um País de primeiro mundo. Sempre costumo dar um exemplo do que aconteceu no Brasil. Seria como um tumor maligno centralizado em Brasília, cujas ramificações atingira o corpo inteiro. Tal monstro criou raízes e com seus tentáculos abraçando todo o território nacional. Uma espécie de tumor canceroso só começou a ser detectado e exposto há pouco tempo, após as providências de uma equipe honesta, eficiente, subordinada a um Presidente com oitenta por cento de IBOPE e prestigiado pelo mundo inteiro. Os instrumentos usados por esses homens gabaritados, auxiliados pela polícia federal, fizeram efeitos graças à evolução da informática, possibilitando a abertura dos sigilos bancários, telefônicos, contábeis, fiscais.
A podridão começou a ficar exposta tais como os MENSALÕES, os CASTELOS, as MANSÕES, o envolvimento de autoridades aliadas aos bingos, caça níqueis. As prisões de TUBARÕES como Daniel Dantas, Pita, Maluf, e a queda de políticos. Isso nunca acontecera ao longo dos anos.
As denuncias são diárias, apesar da "cara de pau" dos indiciados a exemplo de Sarney. Está havendo uma transparência do Congresso. As discussões entre oposição e posição, são frutíferas, porque pela primeira vez está havendo uma maneira de extirpar o tumor maligno.
É difícil de curar. Entretanto, com os medicamentos da democracia, ainda é possível extirpar quase todas raízes do mal. Obviamente, sem matar o paciente chamado Brasil. Seria o expurgo dos ratos, que há tantos de anos estão erradicados em Brasília, alem de constituir a uma maneira do povo se precaver, pensar, e saber votar nas próximas eleições.
Oswaldo Vicentin, contador
Sérgio Marques
Sabe aquele antigo jargão: "Quando você gosta do que faz, não precisa trabalhar"? Pois é, em algumas ocasiões, os maiores clichês são a mais pura verdade. Mas da intenção à realidade há uma longa distância, e o grande desafio dos empresários neste século, quando tudo parece acontecer de forma cada vez mais competitiva e acelerada, é fazer com que seus colaboradores realmente sintam-se em casa no ambiente de trabalho, sintam prazer em estar ali.
Como atingir tal situação? Estamos cansados de escutar dicas de especialistas que aconselham às pessoas desenvolverem hábitos saudáveis no cotidiano doméstico, para contrabalançar o estresse do cotidiano profissional, em busca de uma melhor qualidade de vida, visando a evitar problemas de saúde causados pelas pressões sofridas no trabalho. Só que nem sempre a prática de esportes, a alimentação correta e outras atitudes positivas, realizadas fora da empresa, são suficientes para neutralizar as conseqüências do desgaste passado dentro de uma corporação.
Claro que levar uma vida pessoal regrada é sempre benéfico, mas é preciso que essa vida saudável aconteça também durante o exercício profissional. Não se trata de um bicho de sete cabeças. A solução pode ser mais simples do que aparenta. Há várias formas de levar colaboradores a realmente sentirem prazer em suas atividades.
A empresa pode investir em benefícios, incentivos, prêmios, cursos e tantas outras iniciativas que despertem o bem-estar do profissional. Mas tudo isto pode ser ainda insuficiente para fazer com que o ele se "apaixone" pelo seu trabalho. Temos de considerar que um trabalhador apaixonado pelo que faz busca superar qualquer barreira que possa aparecer pela frente. É como uma relação amorosa. Quando existe amor, deseja-se o melhor à pessoa amada. Ao contrário, uma relação desgastada leva as pessoas ao comodismo, tudo parece soar chato, cansativo, difícil.
Há outros recursos que podem ser considerados para criar o clima ideal. A criação de ambientes culturais dentro da empresa, como biblioteca, videoteca, estúdio musical onde os funcionários possam tocar instrumentos e cantar, palco para ensaios de artes cênicas, pode trazer bons resultados. Outras possibilidades são os cursos de idiomas gratuitos; atividades esportivas durante ou após o expediente; uma interrupção rápida das atividades para fazer uma massagem com um especialista. Tudo isso funciona como benefícios diferenciados, complementos aos benefícios "comuns" como vale-refeição, assistência médica etc.
O mais importante é fazer com que o profissional sinta-se à vontade. Isso não quer dizer que ele poderá esquecer seus objetivos e obrigações. Existem as metas, a cobrança, mas estas são melhor assimiladas quando há uma boa relação entre organização e colaborador. Se esse bom relacionamento estende-se a todo corpo de trabalhadores, não há como dar errado: todos vestem a camisa da empresa, sentem-se parte dela e buscam o seu melhor desempenho.
A dica para o empresário que quer um ambiente de trabalho harmônico é: invista no prazer. Trabalho não significa exercício militar. É preciso cativar, chamar o colaborador para o seu lado. Um ambiente "pesado", nervoso, pode se tornar o calcanhar de Aquiles quando concorrências se acirram e crises surgem. Será nesses momentos que haverá necessidade de entrega, daquele "algo mais" por parte do trabalhador. E aquele que sentir prazer em trabalhar, será aquele que se doará de forma intensa no momento necessário.
Só para ilustrar, lembremos do Google, onde funcionários não precisam usar terno e gravata, encontram um escritório "descolado" e várias opções de lazer dentro da empresa. Eles fazem da marca a maior do segmento em que atua...
Sérgio Marques é presidente do Laboratório Buenos Ayres
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