As primeiras ordens religiosas, baseadas no voto de pobreza, cujos membros tiravam o sustento da terra, de trabalhos manuais, de aulas ministradas na periferia e, se tudo isso era insuficiente, das esmolas, foram fundadas por São Francisco de Assis (1182-1226) e São Domingos (1170-1221) no século XIII, daí a designação de franciscanos e dominicanos para seus integrantes. Os dois empreendimentos tiveram tamanho sucesso que no fim daquele século havia 40.000 franciscanos e 15.000 dominicanos, repartidos em mais de 2.000 conventos. O papa Clemente IV (?-1268), que era advogado, preocupou-se com a proliferação e fixou em 300 varas a distância entre as igrejas das duas ordens.
A pobreza foi um dos grandes temas do final da Idade Média e alvorecer da Idade Moderna. Cristãos que queriam uma volta da Igreja às origens, preocupados com o desvirtuamento, revoltaram-se contra a ostentação e a riqueza, relembrando a todos, e sobretudo às autoridades eclesiásticas, que Jesus (século I) tinha sido pobre a vida inteira. Foi neste contexto que surgiram as ordens mendicantes. O conflito com a hierarquia católica chegou a tal ponto que o papa João XXII, (1245-1334) declarou que a pobreza de Jesus era uma heresia a ser condenada e só servia para combater a ordem social vigente.
(Texto retirado da seção Etimologia, de Deonísio Silva, na revista Caras de 25.5.2009).
Alonso de Oliveira
Como as instituições de benemerência surgiriam se não houvesse miséria, ou, ainda, sobreviveriam se a tão malfadada tivesse sido erradicada?
Nenhuma crítica, somente a constatação do óbvio. Aos assistidos pela piedade religiosa e pelo assistencialismo de natureza social ou governamental a qualquer preço parece não lhes restar alternativa de vida alguma, senão continuar a receber as dádivas da caridade.
Se dois únicos seres humanos houvesse na face da Terra sempre haveria campo fértil para as atividades de buscar ou enxergar o outro como carente e necessitado de algum grau de piedade. Pois, dificilmente, por mais que viva o homem, ele nunca deixará de ser mais ou menos progressista e concentrar suas ações em atividades que evidenciem seu talento ou inteligência, ocasionando, daí, as diferenças...
Surgindo, daí, a figura do opressor e do oprimido, tão ao gosto das religiões, da filosofia e da política. Pois, se todos os homens são iguais em direitos e oportunidades, claro que nem todos se valem delas, ou, ainda, delas podem se valer. Afinal, os homens são tudo, menos semelhantes. Eles são diferentes. E são as diferenças que atraem e não o contrário. E como apregoa o mote publicitário, "viva a diferença!!!". E viva mesmo!!!
Não há alusão alguma na Bíblia que Cristo fomentasse qualquer rebelião para que pobres e oprimidos (matéria prima atual da Política, Filosofia e de tantos outros campos científicos) obtivessem uma reviravolta em sua situação, tornando-se senhores de si próprios.
A condição social de cada um era respeitada como um preceito indivisível. Não se lê na Bíblia que as pessoas sofriam por causa da pobreza ou da miséria, daí o conceito original de que pobre não é o carente, mas o que produz pouco, ficando claro que muitos dos que nasceram no século passado foram pobres na acepção do termo, mas, jamais, consideraram isso como um estigma que os transformasse em ressentidos ou magoados contra as condições privilegiadas de uns mais afortunados.
Era fato absolutamente natural a aceitação recíproca de que se havia senhores é porque devia haver súditos. Consequência natural. Inclusive, jamais se lera em jornais isentos de ideologia alguma conclamação a que se adotasse um regime político no qual todos fossem iguais de verdade.
A última grande esperança de igualdade, o comunismo soviético caíra por terra após mais de sessenta anos de existência nada tranquila, cedendo aos apelos prementes do capitalismo e voltando a ser a grande monarquia que sempre fora, só faltando mesmo um novo czar - se bem que Putin bem incorpora a figura do despotismo real e atual da nova Rússia. E a China, de tão comunista e democrática que é, segregara a maioria da população na miséria agrícola que ela é, criando verdadeiros guetos. Somente que de riqueza e ostentação, numa simbologia paradoxal ao capitalismo que sua ortodoxia instaria a derrocá-lo.
Tudo o que os povos à época de Cristo não aceitavam era a invasão romana sobre os territórios da região. Não eram meras usurpações de propriedade, mas o prevalecimento absoluto da cultura romana sobre seus valores, pretendendo transformá-los em súditos do Império Romano, forçando-os a aceitar pacificamente o seu domínio.
Até que surgissem as guerras de conquista, de expansão dos domínios e da civilização de outros povos mais aguerridos. Mongóis, mouros, conquista dos ainda incipientes nômades asiáticos pela também imperial Rússia, da África, principalmente pelos ingleses, do Brasil pelos portugueses e da América pelos espanhóis.
E, modernamente, a expansão pacífica através da servidão plena e absoluta à Internet.
Tanto isso é verdade que as atividades dos franciscanos e dominicanos no século XIII, insurgindo-se contra a ostentação e a pretensão de riqueza da Igreja Católica, e querendo que o cristianismo retornasse à sua condição original em que a pobreza não fosse mácula, mas uma condição natural do ser humano, inflamara a ira do então papa João XXII (1245-1344), levando-o a declarar que a pobreza (exaltada, por certo) de Cristo era uma heresia a ser condenada (e combatida, claro) que só servia para acirrar os ânimos da população e combater a ordem social vigente.
Ainda hoje... Nada muda. Só a embalagem.
Alonso de Oliveira, jornalista. Foi secretário de Administração, diretor de Suprimentos e coordenador de RH da prefeitura de Americana.
Fernando Marrey Ferreira
Significa a busca do desenvolvimento econômico com preservação da natureza e justiça social. A cadeia produtiva na produção de etanol visa no final à soma de energia renovável provinda do bagaço da cana-de-açúcar com menor poluição das frotas urbanas de veículos. Ônibus movido a etanol já são uma realidade. Os ganhos na agricultura em qualidade ambiental e trabalhista são crescentes, apesar de ainda concorrer alguns problemas, trabalho degradante e queima da palha da cana de açúcar, localizados.
No Brasil o futuro pode ser a construção civil de mais termoelétricas que emitem lixo provindo do Petróleo, o Pré-Sal é uma realidade, ativa produção de navios tanto os comerciais como os militares para defesa a atividade econômica. Hidroelétricas que não geram lixo são de fonte renovável, a água, as hidroelétricas predominam. A energia provinda do bagaço da cana-de-açúcar adentra pelo setor elétrico e abastece cidades do interior do Estado de São Paulo, ou parte dela, representa também energia limpa sem resíduo. Sou totalmente favorável que se produza tecnológica para energia renovável, o planeta como um todo aplaude um BRASIL VERDE, e acolhe o etanol sustentável.
A cana-de-açúcar incentivou o tráfico negreiro para o trabalho escravo na Zona da Mata Nordestina e também em outras regiões. Foi substituído por trabalho assalariado o que incentivou a imigração de italianos, os portugueses colonizaram e os índios concorreram para miscigenação de raças no BRASIL. Hoje se utiliza a queima da palha da cana para facilitar o corte com utilização de considerável mão-de-obra, existe legislação que reduz gradativamente este método, a mecanização ganha espaço e o desemprego e êxodo rural e regional constituem parte integrante desta cadeia produtiva.
O BRASIL VERDE é um exemplo mundial e exporta tecnologia e produtos sustentáveis como o combustível renovável. Alguns criticam a substituição de terras que produzem alimentos para terras que produzem combustível com tanta fome no mundo, os preços agrícolas estão baixos e o protecionismo europeu e norte-americano ocorrem.
O BRASIL só não é totalmente VERDE pela emissão da queimada Amazônica!
Fernando Marrey Ferreira, 43 advogado verde!
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