Padre José Cipriano
No mês passado dia 19 na comemoração do Sagrado Coração de Jesus, dia de oração pela santificação do clero o papa Bento XVI proclamou o "Ano Sacerdotal" por ocasião aos 150 anos da morte São João Maria Vianney, padroeiro de todos os párocos do mundo. Esse acontecimento deve fomentar aos sacerdotes uma renovação interior, um testemunho evangélico, que terminara no ano de 2010 em Roma.
Dia 4 de agosto próximo vamos celebrar o "Dia do Padre" por ser dia da morte de São João Maria Vianney, conhecido como o "Cura D'ars." De família pobre da França,pais camponeses, foi educado pelos pais na fé cristã, teve muita dificuldade nos estudos,mas chegou ao sacerdócio já um pouco mais amadurecido, onde o bispo deu-lhe como trabalho de pároco a cidadezinha de Ars,que estava abandonada há anos por falta de padre.
Pela obediência ao superior, assumiu este trabalho resgatando o povo de Deus para uma conversão, na busca da fé e da confissão. Passava horas e horas no confessionário, esquecendo-se até mesmo das refeições e dos horários de dormir. Um grande homem de Deus, vivendo a pobreza, privações, dedicou sua vida aos paroquianos, atraindo pessoas de outras cidades para confissão, aconselhamento e conforto. Sua vida foi de grande testemunho de Jesus Cristo,que soube colocar em pratica o evangelho,vivendo a justiça e a caridade, servo bom e fiel, pois compreendeu na grandeza da vida o "amor aos mais pobres e miseráveis" Viveu uma vida de sofrimento, entregou tudo a Jesus e transformou aquela cidade em celeiro de santidade.
Afirmava o Cura d'Ars: "O sacerdócio é o Amor do Coração de Jesus"Esta afirmação diz o papa Bento XVI em sua carta aos sacerdotes: "permite-nos antes de mais nada, evocar com ternura e gratidão o dom imenso que são os sacerdotes não só para a Igreja mas também para a própria humanidade. Penso em todos os sacerdotes que propõem, humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro as palavras e os gestos de Cristo, procurando aderir a Ele com os pensamentos, a vontade, os sentimento e o estilo de toda a sua existência. Como não sublinhar as suas fadigas apostólicas, o seu serviço incansável e escondido, a sua caridade tendencialmente universal? E o que dizer da fidelidade corajosa de tantos sacerdotes que, não obstante dificuldades e incompreensões, continuam fiéis á sua vocação: a de amigos de Cristo, por Ele de modo particular chamados e escolhidos e enviados?".
Neste dia celebrando o Cura'd' Ars, que cada sacerdote possa ser o "Bom Pastor" segundo o coração de Cristo, junto ao seu rebanho, porque é um dom da misericórdia de Deus a cada um e não por si mesmo, grande tesouro dado a sua paróquia. O padre é para o povo de Deus, portador do grande sacramento deixado por Jesus Cristo, pois sua paixão e morte não serviria para nada, é o padre que continua obra da Redenção sobre a terra.
Neste mês de agosto, que cada fiel procure rezar pelo seu pároco e pelas vocações, valorize a sua comunidade, procure fazer uma hora santa pela santificação dos sacerdotes e perseverança daqueles que se preparam para esta sublime missão, ame a sua Igreja, procure encontrar com Jesus no sacrário que esta dia e noite a sua espera. Não é necessário muitas palavras, basta o testemunho de cada um. Quantas vezes você se encontra com Jesus no sacrário? Ele esta sempre ali te esperando, tenha um tempo para com Ele. Que Deus abençoe os padres da nossa Região Santa Bárbara e parabéns pelo seu dia.
Padre José Cipriano é pároco da Igreja São José
Marcos Morita
A confusão provocada pela proibição aos fretados na cidade de São Paulo e o aumento nos casos da nova gripe pelo país tomaram boa parte dos noticiários na semana passada. A exposição desses assuntos acabou encobrindo uma lei sancionada pelo presidente Lula no último dia 30, regulamentando as profissões de motoboy e moto-táxi. A partir de agora, caberá aos estados e municípios autorizarem e regulamentarem estas modalidades através de leis, departamentos ou conselhos de trânsito.
Apesar da melhoria que a regulamentação pode trazer, o sentimento negativo que paira sobre esta categoria não tende a mudar apenas por causa de uma nova lei. A regulamentação trará novas exigências e certamente aumentará a fiscalização. Entretanto, a medida parece pequena demais perto do exponencial crescimento de motos e de entregas em tempo recorde nas grandes cidades.
Como motorista, vivo praguejando contra os motoboys que frequentemente levam meu espelho retrovisor em suas aceleradas frenéticas. Só este ano já foram três. Também reclamo quando quero mudar de faixa e eles ficam com suas buzinas histéricas avisando que estão ali.
Contraditoriamente, depois desse verdadeiro entrave no caminho de casa ao escritório, peço que a secretária chame um motoboy para que entregue um documento a um cliente do outro lado da cidade o mais rápido possível. Reforço também que meu almoço deve estar lá ao meio-dia em ponto para que não atrase os compromissos da tarde.
O escritor e futurista Alvin Tofler já previa que as três grandes ondas que influenciariam a sociedade seria a revolução agrícola, a industrial e a da informação. Ouso dizer que já estamos vivendo a quarta onda, a da velocidade. Queremos tudo de maneira expressa, na hora, de preferência para ontem. Ferramentas como o Twitter, o torpedo e também os motoboys não me deixam mentir.
Podemos aprender com um exemplo de Bombaim, onde um grupo de 5 mil homens transporta diariamente 200 mil marmitas das casas dos clientes aos escritórios e vice-versa, com precisão impressionante. Eles utilizam carrinhos de mão, bicicletas e trens, numa intrincada operação logística. Tudo isso sem confusão. O sucesso é tão grande que já foi matéria da revista The Economist e estudo de caso da Universidade de Harvard.
Talvez não tenhamos a mesma paciência dos indianos, nem desejemos que nossos motoboys se transformem em estudo de caso de universidades americanas. Contudo, com um pouco mais de planejamento empresarial, logística e atitudes positivas estaremos contribuindo significativamente para a paz no trânsito das grandes cidades. Consolidar entregas, estabelecer horários de saída e recebimento de documentos é a única maneira de reduzir a velocidade e a insanidade do trânsito.
Outro ponto importante é reconhecer que, antes de um motoboy, existe um ser humano por trás do capacete. As nossas entregas diárias não são feitas por robôs, mas sim por aqueles que ofendemos enquanto estamos ao volante.
É no mínimo contraditório reclamar sobre a velocidade e o modo inconsequente como eles pilotam se somos nós mesmos que exigimos que eles voem para atender nossas necessidades. Ora, como podemos então reclamar do quanto eles se arriscam e levam nossos retrovisores se somos nós os causadores de tanta pressa?
A velocidade dos motoboys está intimamente ligada ao nosso ritmo diário. Se nos acostumássemos a esperar um pouco mais e a planejar as coisas com mais antecedência certamente não viveríamos essa loucura que tira pelo menos uma vida desse tipo de profissional diariamente só na cidade de São Paulo.
Se quisermos um trânsito menos violento temos que começar por nós mesmos. É hipocrisia reclamar sem agir. As empresas precisam começar a trabalhar sua logística de modo mais racional e antecipado. Só assim conseguiremos poupar nossos retrovisores e o mais importante, a vida dos motoboys.
Marcos Morita é mestre em administração de empresas e professor das disciplinas de planejamento estratégico e gestão de serviços na Universidade Presbiteriana Mackenzie. É executivo há 15 anos em multinacionais, com experiência em canais indiretos de vendas, lançamento de produtos, criação de novos negócios e programas de fidelidade.
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