Pela primeira vez, Santa Bárbara recebe fisiculturistas de todo o Estado para a realização do 46º Campeonato Paulista, o "Paulistão". O evento será realizado no dia 30 no Teatro Municipal Manoel Lyra e será aberto à população, que deve doar um quilo de alimento não perecível para assistir aos shows.
O evento realizado na cidade é mais uma fase classificatória para a oitava edição do Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo, que será realizado em Campinas no dia 5 de setembro, também pela primeira vez. As atividades do campeonato começam a partir das 8h30, quando os atletas participam de um congresso técnico. Em seguida eles farão a avaliação física. A partir das 10h começam as provas e o evento passa a estar aberto à população. Às 14h começam os shows.
Serão cerca de 100 atletas, cada um com um minuto para a apresentação do corpo. Além de classificatório, o campeonato distribuirá troféus para os três primeiros lugares desta etapa. Serão disputadas 11 categorias, incluindo Máster (de 40 a 50 anos), Júnior (de 17 até 21 anos), duas categorias especificamente femininas, classe especial para os atletas com deficiência física e a classe sênior que engloba outras categorias, definidas por altura.
A organização do evento está sob a responsabilidade de Roberto Fronza, proprietário da única academia d acidade filiada à Fepan, filiada à NABBA, entidade internacional responsável pelo evento. Para ele, a realização do evento em Santa Bárbara é importante para o esporte. "É um evento sério, que vale a pensa assistir. Inclusive os pais podem levar os filhos, que tenho certeza que eles vão adorar".
Fronza explica que a realização da fase do campeonato no Teatro Manoel Lyra também é um ponto importante do evento. "Muitos campeonatos são realizados em ginásio de esporte, mas temos o privilégio de fazer no Teatro, onde a iluminação faz toda a diferença para o atleta. A iluminação ressalta os músculos, juntamente pelo fato de eles passarem um produto especial no corpo para valorizar a definição. Eu inclusive quero agradecer a todas as empresas que os patrocinaram, porque sabemos da dificuldade financeira que todos vivem atualmente".
De Santa Bárbara, participaram três fisiculturistas: Alexandre Santos, Eduardo Miranda e Danilo Cuppi. Também estará presente a fisiculturista barbarense Roberta Lopes Gomes, que só não vai competir porque já está classificada para o Campeonato Brasileiro. A classificação se deu por conta de ela ser campeã do "Paulistão" do ano passado na categoria Tunid.
O embate Record x Globo chega aos documentários. A Record comprou na quarta-feira (19) os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane", produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Em contra-ataque, a Globo negocia "Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes" (2002), documentário francês inédito no Brasil e no YouTube.
Embora só tenha comprado o documentário "anti-Globo" esta semana, a Record já vinha exibindo trechos da obra em seus telejornais, no "Repórter Record" e durante as madrugadas, em programas religiosos. Entre os críticos dos métodos globais que aparecem em "Muito Além do Cidadão Kane" está o presidente Lula, apresentado então como sindicalista.
"Se você tem um instrumento de comunicação que, por dia, fala com 70 milhões (...) e o controle das mensagens (...) é ordenada ideologicamente por um mesmo senhor [Marinho], aí descaracteriza qualquer possibilidade de democracia", diz Lula no filme.
A Globo, por sua vez, negocia o documentário "anti-Universal", produzido para a TV católica francesa KTO. Nele, o bispo Edir Macedo é retratado como o líder de uma legião de fanáticos que leva uma vida de "miliardário" (termo usado no filme). "A gente apertava a mão de Macedo com medo, pois era como apertar a mão do próprio Deus", depõe em vídeo Marcelo Gonzales, ex-membro arrependido da igreja.
O documentário acusa a Universal, entre outras coisas, de ter obrigado pastores a fazer vasectomia nos anos 90, mas também questiona se a Igreja Católica não é "culpada" por ter deixado sua rival neopentecostal crescer por tanto tempo sem fazer nada para contra-atacar.
A Record também entra na linha de fogo. O filme retrata a relação estreita entre igreja e emissora de TV que, segundo a produção, não passa de um meio para Macedo aumentar sua própria influência política. A certa altura, entrevista o atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que admite que o governo "aceitou" a venda da Record para uma igreja, embora isso fosse, à época, vetado pela Constituição.
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