Braz de Souza
No dia 24 de agosto de 09, no programa Roda Viva da TV Cultura, foi entrevistado o barbarense, grande herói brasileiro, César Augusto Cielo filho, ou Cesão como é muito conhecido.
Entre muitas façanhas já conquistadas por César Cielo, destaca-se como campeão olímpico dos cinqüenta metros livres nos jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Campeão e recordista mundial dos 100metros livre e campeão mundial dos 50 metros livres em Roma, em 2009.
Na entrevista apresentada, Cielo deixou transparecer o porquê é um grande vencedor. Com seu jeito ainda de menino aos vinte anos de idade, já é coroado como um rei do esporte de natação, formado em boa família nota-se que, seus pais foram o grande suporte para ele chegar aonde chegou. Pelo que dá pra entender em sua entrevista, ele é um moço bastante apegado a seus familiares, principalmente ao seu pai e sua mãe.
Apesar de estar em evidência no mundo inteiro Cielo, não perdeu a sua humildade e demonstra claramente que, seus objetivos estão apenas começando. Ele ainda quer conquistar muitas vitórias no esporte, e com sua determinação e disciplina, sabemos que vai conseguir muitas medalhas para o Brasil.
Cielo é um atleta disciplinando determinado, com muita garra e vontade de vencer, qualidades estas que, faltam a muitos atletas da atualidade. O que me faz admirar neste atleta é a sua grande alegria e humildade que ele passa em seus gestos e palavras. Dá pra notar que ele é uma pessoa do bem, preocupado em ser o melhor naquilo que ele escolheu. Esse seu jeito, sua atitude é o que mais deve ser copiado por todos aqueles que estão querendo ser vitoriosos em algum esporte ou outro setor qualquer de suas vidas.
Como diz ele, suas conquistas não são só no momento em que ele se atira na água e chega em primeiro, mas sim, começa com trabalho árduo de treinamento que é submetido bem antes do dia da competição. Para ele atingir o topo, é preciso passar por forte esquema de treinamentos duros e alimentação balanceada, a qual ele segue rigorosamente. Vejam bem que não por acaso que ele é um vencedor.
César Cielo é uma celebridade mundial, que demonstrou ao mundo que, o homem quando se propõe a superar limites ele se torna ilimitado. Esse é o perfil de um jovem exemplar que está dando exemplos a ser seguido por todos que querem ser vencedores como ele.
Santa Bárbara d´Oeste se orgulha deste teu filho querido que é, e será para sempre, motivos de alegrias para todos nós barbarenses.
Parabéns a César Augusto Cielo Filho, e congratulações á seus pais que foram os grandes responsáveis por esse "menino de ouro" que envaideceu a todos nós brasileiros.
César Cielo, o grande atleta, um exemplo a ser seguido.
nBraz de Souza - Colaborador
Marcos Cintra
A combinação entre complexidade tributária e insegurança jurídica é um ingrediente que afasta investimentos no Brasil..A decisão do Superior Tribunal Federal (STF) sobre o crédito-prêmio do IPI, imbróglio que se arrastou durante anos no Judiciário brasileiro, serviu para acirrar a desconfiança dos investidores. O julgamento final do STF criou um passivo bilionário no setor exportador, que poderia ter sido evitado se o país tivesse uma estrutura de impostos mais simples e se houvesse eficiência na atuação do Judiciário.
O STF encerrou o caso do crédito-prêmio do IPI, mas é oportuno comentar alguns fatos veiculados depois da aprovação pelo Senado da emenda à MP 460, que poderia ter sido um ponto de partida para um sensato acordo entre o governo e os exportadores.
Propagou-se a idéia nos dias seguintes ao da aprovação da MP 460 que ela seria um privilégio aos exportadores em detrimento dos interesses coletivos. Surgiu, não se sabe de onde, um valor de R$ 288 bilhões que alegadamente estariam sendo transferidos de forma sorrateira às empresas. A impressão que ficou foi de um ato deliberado de terrorismo econômico para influenciar a opinião pública e o Judiciário à favor da União.
Afirmo isto porque aferi os valores apurados por empresas de consultoria sobre um acordo em discussão entre governo e exportadores objetivando o encontro de contas entre os montantes do crédito-prêmio do IPI (que os exportadores teriam reconhecidos pelo governo), e os ressarcimentos que a União teria a receber dos exportadores a título de devolução dos créditos oriundos do IPI de insumos não-tributados ou com alíquota zero. Esta última questão é outro caso emblemático da insegurança jurídica no país, uma vez que há dois anos o STF alterou sua decisão sobre o tema, favorável às empresas no passado, e agora elas terão que devolver valores ao fisco.
Simulações elaboradas pelo professor Luiz Gonzaga Belluzzo apontaram que quando confrontado o reconhecimento dos créditos do IPI com o IPI zero/isento a União teria sempre saldo favorável, podendo chegar a R$ 71,4 bilhões. Longe, portanto, e com sinal invertido, dos R$ 288 bilhões que veladamente os exportadores estariam surrupiando do governo com a ajuda do Senado, como alegaram alguns escritos na imprensa.
Meus números mostraram que o encontro de contas entre os dois benefícios tributários também teria saldos favoráveis à União. Os valores seriam, de acordo com três hipóteses diferentes, entre R$ 36,8 bilhões e R$ 82,3 bilhões.
Qualquer que fosse a decisão do STF, seja a favor do governo ou dos exportadores, provocaria impactos de grande monta. Se tivesse favorecido aos exportadores, o poder público sofreria impacto negativo em suas contas. Como foi favorável ao governo, trará dificuldades às empresas, podendo ter efeito negativo sobre a oferta de empregos.
O bom senso indicava que um acordo teria sido mais conveniente para o encerramento da disputa do crédito-prêmio do IPI, mas o caso deveria servir de lição para o país não repetir episódios que expõem nossas fragilidades institucionais. Serve para mostrar que precisamos caminhar rumo a um sistema de impostos mais simples e com o Judiciário atuando no sentido de promover segurança ao empreendedor.
nMarcos Cintra é doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas.
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