Polícia
Morte de garoto: comandante da PM vai
apurar ação de policiais

Capitão Ventura: tudo será apurado
O Capitão Humberto Ventura disse ontem pela manhã, por telefone, que amanhã, segunda-feira, inicia a apuração da denúncia que um grupo de 15 policiais militares esteve no sábado (28) na casa da mãe do garoto Luis Guilherme, 13 anos, na Vila Brasil, mesma noite em que o garoto desapareceu, cujo corpo foi encontrado dias após com dois tiros na cabeça.
Inclusive o principal suspeito da morte do garoto, um ex-policial militar, denunciou a invasão do grupo de PMs na casa da mãe, à procura de drogas.
O Capitão Ventura , que passou alguns dias participando de um curso fora da cidade, alegou desconhecer essa situação, mas que tomará todas as medidas cabíveis."Vamos ouvir esse ex-PM, a mãe do menino e familiares, verificar a escala de serviço para saber quem estava trabalhando e qual motivo teria levado os policiais até a residência", disse o oficial.
O principal suspeito para a polícia, afirmou que deve se apresentar amanhã para prestar depoimento. A polícia apreendeu na casa de um amigo dele em Piracicaba, um notebook, agenda e outros documentos.
O delegado Coligni Luciano Gomes que cuida do caso adiantou ontem que o suspeito teria entregue em Piracicaba, para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), um revólver calibre 38, com numeração raspada na sexta-feira.
Costureira é presa após furto em loja do shopping
No feriado de sexta-feira ,final da tarde, os patrulheiros Candido e Carlos, foram acionados a atender uma ocorrência sobre um furto ocorrido nas Lojas Marisa, do Tivoli Shopping. Consta que uma mulher adentrou no local e escondeu em sua bolsa dois óculos de sol e uma pulseira, e ao sair do estabelecimento, o alarme antifurto soou. Ela saiu correndo em direção a saída.Os guarda, com as características conseguiram abordara Roselaine Vidoy, 34 anos, costureira, moradora no Jardim Esmeralda e no interior de sua bolsa estavam os produtos furtados. Confessou a prática do crime, sendo apresentada ao plantão policial, onde o delegado Coligni Luciano Gomes fez a autuação em flagrante.
Ladrões invadem casa na Vila Grego
Por volta das 21 horas de sexta-feira, o comerciante R.P., 39 anos, chegava em sua casa na Vila Grego, quando no portão foi surpreendido por dois desconhecidos, um deles armado com pistola. Obrigaram que ele entrasse na casa e dominaram os demais familiares. Roubaram computador, jóias, telefone celular e R$ 250,00.Tudo foi colocado no veículo Peugeot, placas DSN 1447 que também foi levado.
ROUBO - No início da noite de anteontem, L.A.R.S, 42 anos, caminhava na Avenida Santa Bárbara, na zona leste, quando foi abordada por indivíduo que roubou bolsa com cartões, R$ 7,00 e ainda uma blusa de moleton.
Toneladas de drogas apreendidas se acumulam em unidades da polícia
Toneladas de drogas apreendidas em operações policiais lotam unidades da Polícia Civil de São Paulo à espera de incineração, segundo documentos do Ministério Público Estadual e do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).
O MP pediu providências à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. O órgão pede celeridade na incineração da droga e quer que o material apreendido não seja mais armazenado em delegacias. Um promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social recebeu o relatório e, segundo a assessoria de imprensa do MP, analisa o documento. Por isso, ainda não pode comentar o assunto.
O documento da Promotoria revela que, até julho deste ano, cerca de dez toneladas de maconha, cocaína, crack, ecstasy e outras drogas aguardavam em salas improvisadas a decisão da Justiça para serem destruídas. No cofre do Denarc, segundo dados de outubro mencionados do próprio departamento, estavam guardadas pouco mais de 12 toneladas de drogas capturadas com traficantes.
Somente neste ano, a Ouvidoria das polícias recebeu duas denúncias contra policiais suspeitos de envolvimento com sumiço de drogas após apreensão do material. Delegados que não quiseram se identificar disseram que entorpecentes como maconha apodrecem em cômodos sem ventilação. Relatam casos de policiais obrigados a usar máscaras e luvas para se proteger do mau cheiro durante a manipulação dos pacotes da droga. Alguns, segundo eles, sofreram sangramento no nariz porque inalaram éter - um dos produtos armazenados nas unidades policiais.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo não quis comentar o assunto. O órgão foi procurado desde o dia 6 de novembro.
Burocracia - O caminho entre a apreensão das drogas e a incineração passa por barreiras burocráticas.
Quando o material é levado para a delegacia, uma parte é encaminhada ao Instituto de Criminalística (IC) para análise. Dois por cento do material são analisados e ficam recolhidos no instituto. A maior parte volta para a delegacia e é mantida junto com o restante da droga que já está no DP ou nos departamentos, para servir como contraprova.
O delegado deve então pedir a incineração da droga ao juiz. Este, por sua vez, só autoriza a queima do produto após ter convicção de que o caso está encerrado. Se há suspeito preso, o processo é mais rápido. Se não há, é mais lento. Em média, leva-se três meses da apreensão até a autorização para a destruição da droga.
Após a autorização da Justiça, começa outra etapa complicada: a de procurar algum local apropriado para a queima da droga. Como o governo do estado de São Paulo não possui forno para tal, a incineração depende de usinas siderúrgicas que cedem o equipamento. Depois que se consegue um lugar para a incineração, a autoridade policial precisa agendar com representantes do Ministério Público, Vigilância Sanitária e Meio Ambiente uma data para a destruição do material. O transporte do entorpecente também requer proteção especial até o destino, exigindo grande aparato policial.
"O maior problema para incinerar as drogas é achar um local adequado", afirmou o delegado Marco Antonio Pereira Novaes, chefe do Decap (Departamento de Polícia Judiciária).
Dados oficiais do Denarc mostram que das mais de 12 toneladas apreendidas que estão em poder do departamento, pouco mais de uma tonelada recebeu autorização para ser queimada. Neste ano, foram sete toneladas de drogas destruídas em duas incinerações. Numa delas, realizada gratuitamente pela Usiminas, em Cubatão, foram destruídas cerca de cinco toneladas.
Porteiro é assassinado a tiros no Rio de Janeiro
Um porteiro de 53 anos foi assassinado a tiros, na madrugada de ontem, no Centro do Rio de Janeiro. O crime foi na rua Gonçalves Dias, altura do número 83.
De acordo com informações de policiais da delegacia da Praça Mauá, os tiros foram dados por dois homens que estavam em um carro. Após os disparos, os criminosos fugiram.
A principal hipótese, segundo a polícia, é que o porteiro tenha sido executado, já que nada foi levado pelos criminosos.
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