Justiça adia decisão sobre biografia de Roberto Carlos

Paulo César de Araújo, que escreveu a biografia "Roberto Carlos em Detalhes", disse que a proibição do seu livro está se tornando cada vez mais "insustentável".
O autor comentou após o julgamento de apelação ocorrido ontem para a liberação da obra, cuja decisão foi adiada para semana que vem.
"Um dos três desembargadores presentes na sessão não estava seguro e pediu um prazo de mais uma semana para decidir sobre o caso", contou o próprio Araújo, que disse que mantém um "clima de tranquilo otimismo".
Segundo a advogada de Araújo, Debora Sztajnberg, a sessão pública acontecerá na próxima terça-feira, às 9h, na Câmara Cível do Rio de Janeiro no Forum Central.
Cerca de 11 mil exemplares de "Roberto Carlos em Detalhes" foram recolhidos das livrarias em 2007 por uma decisão da Justiça. De acordo com editora Planeta, a primeira tiragem de 30.000 cópias foi completamente vendida.
A proibição da comercialização foi defendida pelo próprio Roberto Carlos, que alegou que a obra teria invadido sua privacidade, embora o cantor afirmou que não leu o livro.
Objeto de pesquisa
Mesmo diante da longa batalha judicial, Araújo declarou que seu sentimento por Roberto Carlos não mudou. "Eu cresci ouvindo as músicas dele, a minha memória afetiva não mudou por causa disso".
"Ele brigou comigo, eu não briguei com ele. Ele quem me processou, não eu. Ele é o meu objeto de estudo. Não posso brigar com meu objeto de estudo", continuou o autor, também pesquisador musical.
Araújo ainda destacou que sua "máxima" é que "a obra de arte é sempre maior que o artista". "Não posso misturar uma coisa com a outra. Como todo ser humano, Roberto Carlos também tem suas contradições".


'Paraíso', novela da Globo, deve lembrar 'Pantanal'

A próxima novela das 18h da Globo, Paraíso, é um remake de Benedito Ruy Barbosa que volta à TV 27 anos após sua exibição. Mas as chamadas da trama lembram outra novela do mesmo autor, muito mais fresca na memória dos telespectadores: Pantanal, que o SBT reprisou há poucos meses e gerou uma batalha judicial de Benedito com a emissora. Na Globo, a nova Pantanal recupera o cenário do Brasil central, os personagens parecidos aos dos anos 90, só que mais "suave", adequada ao horário das seis.
Pontos cruciais na trama, como a vida dos peões, as comitivas, o diabo, o som do berrante, rodas de viola e os amores entre patrões e empregados na fazenda - todos estão ali. A duas semanas da estreia de Paraíso, Edmara Barbosa, a filha do autor que assina a adaptação, fez uma pausa forçada no HCor no carnaval, onde se internou para tratar de uma nevralgia. "Eu acompanhei a reexibição do SBT e me deixava levar pelas histórias. Até esqueci da briga, comecei a torcer para que a novela fosse mesmo até o fim, porque repercutiu muito bem", conta a autora.
Nas gravações, a autora já teve de sair em meio às atuações da beata Mariana (Cássia Kiss), esposa do fazendeiro Antero (Mauro Mendonça) e mãe da santinha Nathália Dill. E explica por que se emocionou: "Eu pensei no meu pai. O Antero é o meu pai", revela. "Pantanal foi a novela mais autobiográfica que meu pai já fez. Edmara, que teve um grande susto quando Benedito sofreu um grave derrame cerebral e se afastou da dramaturgia. Hoje, a parceria e o autor passam muito bem." "Tudo o que eu escrevo, passo pra ele. Muitas vezes ele lê e se irrita: "Isso é meu ou seu" "e só sossega quando eu digo" É texto seu, Benedito, eu não mexi?.


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