Variedades


Morre o ator Buza Ferraz

Morreu na madrugada de ontem o ator Alberto Buza Ferraz, mais conhecido por Buza Ferraz, aos 59 anos.
Segundo o irmão do ator, Antônio Paulo Ferraz, Buza teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.
A última novela da qual Ferraz participou foi Páginas da Vida, de Manoel Carlos, exibida entre 2006 e 2007, interpretando o personagem Ivan.
O ator também trabalhou em novelas como Labirinto, História de Amor e Despedida de Solteiro, entre outras.
Foi sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio.


Marcius Melhem assina dois programas e vira aposta da Globo no humor

Foi Naji Nahas, e não Chaplin ou os irmãos Marx, quem causou o "antes e depois" na vida do ator e autor de humorísticos Marcius Melhem, 38 anos, que assina dois programas que estreiam hoje na Globo: "S.O.S Emergência" e "Os Caras de Pau", em que atua.
Melhem estudava jornalismo e, em 1989, o caso Nahas estourou (especulações do investidor teriam levado à falência a Bolsa de Valores do Rio).
O caos de informações do mercado financeiro o inspirou. Ele não foi para o palco, mas fez contatos e fundou, anos depois, uma agência para divulgar, em tempo real, dados do setor.
De terno e gravata, Melhem ia às reuniões e falava "economês" fluente. Vez ou outra, esquecia-se de tirar da orelha o brinco que usava nas aulas do Tablado, o centro teatral de Maria Clara Machado.
"Fazia reuniões de terno e gravata durante o dia e, à noite, estava vestido de caçador em peça infantil. Era como uma dupla personalidade."
Quando fechou 2003 com quatro ou cinco peças a mais no currículo, foi convidado para uma ponta em "Mulheres Apaixonadas" (2003). Não gostou do resultado.
Sugeriram o "Zorra Total". Com Leandro Hassum, escreveu a história dos seguranças Jorginho e Pedrão, quadro que fez sucesso até 2008. Ao mesmo tempo, apresentava a peça "Nós na Fita", de sua autoria, ainda em cartaz.
Já sem poder esconder o trabalho de ator, deixou as reuniões com o mercado financeiro para a equipe (30 jornalistas entre Rio, São Paulo, Brasília e Porto Alegre). O foco, agora, é comandar outra redação, a de roteiristas dos humorísticos.
Riso frouxo - "S.O.S Emergência", com Marisa Orth e Ney Latorraca, tem consultoria de um médico e um pesquisador.
Trata-se de uma série dentro de um hospital com uma "visão realista, mas subvertida" do ambiente e das relações entre os profissionais --um enfermeiro tem caso com uma médica, por exemplo.
Já em "Os Caras de Pau", especial de fim de ano que virou série e ganha nova temporada, a linguagem é de "desenho animado". "É bem descontínuo, como Papa-Léguas e Coiote. Leva um choque aqui e, na outra cena, está inteirinho. É mais mastigado, para causar o riso frouxo mesmo."
Melhem diz conhecer as limitações de fazer humor na Globo. "Escrevo para a família brasileira, mas tento botar um pezinho na porta porque acho a sociedade muito careta."
Sobre os caminhos para a comédia, cita Chico Anysio. "Só há dois tipos de humor: o engraçado e o sem graça. Aposto em humor engraçado".


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