Variedades


Edson lança disco solo após fim da

dupla com Hudson

Edson e Hudson, que estouraram nas rádios brasileiras com a canção "Azul", já não estão mais juntos desde janeiro deste ano. Eles formaram dupla por 28 anos e lançaram 11 CDs e três DVDs, mas decidiram se separar por estarem caminhando em direções opostas. Hudson é fã de rock e gosta de tocar guitarra, enquanto seu irmão não consegue deixar de lado suas raízes sertanejas e continua preferindo a boa e velha moda de viola.
Três meses depois dessa espécie de divórcio musical, Edson lança seu primeiro trabalho solo, o disco sertanejo "Edson e Você". Para compensar a ausência do irmão, o cantor contou com a participação especial de Pelé (sim, o jogador de futebol), Zezé Di Camargo, Carlinhos (o Mendigo) e do próprio pai, Jerônimo Silva, conhecido como Beijinho. "Tive a liberdade de fazer o disco como quis. Um dos motivos da separação foi justamente essa diferença musical", diz Edson. "De uns tempos pra cá, Hudson queria colocar cada vez mais guitarras. Isso estava nos afastando do sertanejo", destaca.
Com 14 faixas, o álbum mantém a mesma essência dos trabalhos anteriores da dupla, mesclando canções românticas com outras repletas de letras bem-humoradas e de duplo sentido. A primeira música composta nesta nova fase, segundo Edson, foi "Quem Canta Não Para". "É uma resposta para os fãs. Continuo na estrada", ele diz. A canção tem a participação especial de Zezé Di Camargo. "Não era para ter a participação de ninguém nesse disco. Mas fui percebendo que cada música pedia uma colaboração especial. E essa era a cara do Zezé", explica.
Outra parceria que deu certo foi a de Edson com seu pai, o Beijinho. "Corre sangue sertanejo nas veias dele", diz o músico. O pai canta a canção composta por ele mesmo, "Viola, Minha Viola", com uma pegada caipira digna do melhor sertanejo. Para os fãs, o disco certamente funcionará como uma continuação do trabalho dos irmãos. Em algumas canções, as guitarras continuam presentes, como eram com Hudson. Mas, agora, do jeito que Edson quer.


Walcyr Carrasco lança três livros para crianças e jovens

Uma menina metida só gosta de cães com pedigree e despreza a vira-lata adotada por sua mãe. Um menino foge para a casa da avó quando descobre que o amigo que mora com o pai não é só um amigo do pai. Uma arara de bico torto sofre de inanição e quase morre, porque foi rejeitada por sua mãe, que não conseguia alimentá-la. São os enredos de três novos livros infantis de Walcyr Carrasco, que inauguram a série "Todos Juntos", da editora Ática.
Além de escrever livros para adultos, crônicas e peças de teatro e ser um dos mais bem-sucedidos autores de novela da Rede Globo ("O Cravo e a Rosa", "Alma Gêmea" e "Caras & Bocas"), Walcyr Carrasco sempre se dedicou à literatura infanto-juvenil. A diferença é que agora ele quer se debruçar com mais afinco a "questões delicadas", como diz. A nova série da editora caiu como uma luva, pois é totalmente voltada para os temas difíceis na vida das crianças.
Compõem a série "Meus dois Pais", "Pituxa, a Vira-Lata" e "A Ararinha do Bico Torto". Perguntado sobre qual dos três livros demorou mais para escrever o autor revelou que foi "A ararinha de bico torto", porque foi o primeiro. "A ideia da coleção aconteceu da seguinte maneira: meu cabeleireiro, o Mário Nunes, do Studio W, ganhou um filhote de arara com o bico torto de um criador. E ensinou a ararinha a comer, tal como descrevo no livro. Eu fiquei entusiasmado com a história e a ideia da série Todos Juntos surgiu. Mas essa história demandou alguma pesquisa, para entender o processo de criação da pequena arara de bico deficiente. Os outros surgiram na sequência!"
Para Walcyr Carrasco, o segredo "é deixar a intuição rolar, como em qualquer processo de criação. E escrever a história para o meu lado criança que, francamente, ainda é muito forte!"


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