Polícia


Mais de 8 milhões de armas seguem

em circulação no País

Mais de 8 milhões de armas estão em circulação

Mais de seis anos após o Estatuto do Desarmamento entrar em vigor no País, mais de 8 milhões de armas de fogo continuam nas mãos da população e forças de segurança. Entre 1997 e 2008, mais de 1,8 milhão de armas foram destruídas pelo Exército. Os dados são de uma pesquisa nacional sobre a implementação da lei do desarmamento, realizada entre 2008 e 2009 pelo Instituto Sou da Paz e divulgada ontem.

Entre os avanços, o levantamento inédito aponta, citando pesquisa do IPEA-PUC, que a cada 18 armas apreendidas pela polícia paulista, uma vida foi poupada. Segundo o estudo, as apreensões realizadas entre 2001 e 2007 em São Paulo salvaram 13 mil pessoas. No País, estima-se que 70% dos homicídios são cometidos com armas de fogo.

Entre 2008 e 2009, a análise indica que 22.451 novas armas foram registradas. Os dados mostram que há tendência tanto na queda quanto na compra de novas armas e emissão de porte.

Em 2008, o Distrito Federal foi o Estado que mais registrou novas armas, com 5.913. Em São Paulo, foram 2.241 novos registros no mesmo período. Paraíba (com duas novas armas registradas) e Maranhão (com uma) foram os Estados que menos comercializaram.

Falhas - O estudo também aponta diversos problemas identificados na implementação da lei. Entre eles, desorganização no controle de armas nas diferentes instâncias responsáveis, falhas na marcação do equipamento das forças de segurança pública e falta de controle físico dos arsenais.
Além disso, a pesquisa indica que há um grande número de armas registradas em nome de empresas de segurança privada e transporte de valores (69.613, até março de 2010) e um volume considerável (21.240) de furtos e roubos, o que equivale a quase um terço do total de registros.
Segundo a análise, a Coordenação Geral do Controle da Segurança Privada da Policial Federal aponta que, desde 2003, mais de 17 mil armas foram extraviadas de empresas de segurança privada. 1,5 mil foram registradas como "perdidas."
"Trata-se de índices complementares fora dos padrões e que podem dar razão às teses que apontam que muitas empresas de segurança servem de fachada para organizações criminosas ou para facilitar o acesso destas às armas de fogo", conclui o estudo.


Setor de capturas detém homem com 4 mandados

Ontem à tarde Edson Duarte e André Frisani do setor de capturas da Delegacia do Município detiveram na Estrada da Cachoeira, Alexandre Alves, 31 anos, morador no 31 de Março que tinha contra si quatro mandados de prisão.
Ele foi condenado pela 1ª Vara de Santa Bárbara (sentença de 2008) a três anos e quatro meses por furto. Possuía uma condenação por Buritima (SB) de dois anos e seis meses por furto. A condenação é de agosto de 2007.Possuía ainda uma prisão preventiva da cidade de Cardoso de 2007, por furto.Também possuía um mandado de prisão por pensão alimentícia.
Foi recolhido na cadeia pública de Sumaré.


Quatro veículos furtados em poucas horas na cidade

Entre a tarde de anteontem e madrugada de ontem foram registrados pela polícia o furto de quatro veículos em Santa Bárbara d'Oeste.
Na Rua XV de Novembro ocorreu o furto do Corsa, placas CHQ 7218 de Karina Roberta Rodrigues, 31anos, moradora no bairro São Joaquim.
Na terça-feira à tarde, José Luis Capeletti, professor foi até o caixa eletrônico do Banco do Brasil na Avenida da Indústria, deixando seu carro Gol, placas CKY 4146 nas imediações. Ao retornar notou que haviam furtado o veículo.
Camila Gonçalves Giordano, 26 anos, moradora em Americana teve o Gol, placas AQO 7157, que era locado, furtado na região central da cidade.O furto ocorreu na Rua Graça Martins.
O último furto foi na madrugada de ontem na Rua Maceió, no bairro Planalto do Sol.Levaram o Fiat Premio, placas CDJ 1467 de Décio Alves.


Condenado ex-delegado a 23 anos por corrupção

O ex-delegado de polícia André Luiz Martins Di Rissio Barbosa foi condenado a 23 anos e 8 meses de prisão, além de uma multa de R$ 67 mil. O juiz Waldyr Calciolari, da 25ª Vara Criminal de São Paulo, considerou Di Rissio culpado de cinco acusações de corrupção passiva e uma de advocacia administrativa, mas lhe deu o direito de apelar em liberdade.
A decisão não é definitiva, e a defesa deve recorrer. Di Rissio foi surpreendido pela Polícia Federal (PF) durante a Operação 14 Bis, em 2006, que apurou um esquema de contrabando e corrupção que atuava no Aeroporto de Viracopos, em Campinas . Di Rissio era então o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo.
Em dezembro de 2009, ele foi demitido da polícia pelo então governador José Serra (PSDB). A decisão foi baseada no processo administrativo da Corregedoria da Polícia Civil, que recomendou sua demissão mesmo tendo mobilizado seis desembargadores e dois deputados estaduais e um federal que prestaram depoimento em sua defesa.
O juiz declarou no processo a perda do cargo do delegado. Para fixar a pena do réu acima do mínimo legal, o juiz levou em consideração o "dolo extremado do réu" e o fato de sua "ter maculado a instituição".
O magistrado determinou a punição ao ex-delegado somando a pena de cada suposto crime de corrupção e advocacia administrativa que teria sido praticado por Di Rissio. Segundo a acusação, o então delegado teve conversas interceptadas nas quais ele pedia favores a colegas policiais que investigavam contrabandista, dono de bingo, de casa de prostituição e um amigo.


Carro de professora é pichado em escola

O veículo Fox, placas DFI 9073 pertencente a professora S.A.M, moradora em Nova Odessa foi pichado na tarde de anteontem defronte da EMEF Maria Regina Carpim, na Rua Portugal, no Jardim Europa.
Um adolescente, utilizando uma tinta spray, pichou o capô do veículo.


Dois são presos após roubar caminhão com carga avaliada em R$ 200 mil

A Polícia Rodoviária Federal prendeu, na madrugada de quarta-feira (28), dois homens e recuperou um caminhão roubado, em Itapeva, no Sul de Minas. O veículo estava com parte da carga, avaliada em R$ 200 mil. Os bandidos roubaram o caminhão e mantiveram o motorista refém. Ele foi levado para uma vicinal em Bragança Paulista, onde foi solto.
Luiz Carlos Camargo Rabelo, 35 anos, e Gilson Moreira de Alcântara, também 35 anos, são de São Paulo. Rabelo já tinha passagem pela polícia por roubo qualificado. A polícia também apreendeu com os ladrões quatro celulares e uma maleta com equipamento anti-bloqueio de rastreador.


Jovem é achado morto em terreno baldio com dez facadas

O corpo de um rapaz foi encontrado na manhã de ontem em um terreno baldio no bairro Jardim Centenário, em Rio Claro. Ele apresentava dez perfurações de faca.
A Polícia Militar localizou Junior de Mello, 22 anos, após uma denúncia. A mãe reconheceu o rapaz e declarou que ele era usuário de drogas e também já havia sido indiciado por furto.


Médico é condenado por cobrar por serviços do SUS

Um médico acusado de cobrar por exames realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Florianópolis, foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão. Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), Fernando José Mendes Slovinski foi julgado pela prática de concussão (exigir vantagem no exercício da função) e ainda deve pagar às vítimas os prejuízos sofridos. O advogado de defesa afirmou que vai recorrer.
A juíza Maria Terezinha Mendonça de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Florianópolis, determinou também a perda da função pública e a inabilitação para o serviço público. A juíza disse que o médico "aproveitou-se do desespero e da dor das vítimas para obrigá-las a pagar por um serviço que deveria ser gratuito".
A cobrança foi denunciada pela RBS TV, que exibiu uma gravação feita por parentes de uma paciente. Nas imagens, o médico pediu R$ 3 mil para a realização de exames que seriam feitos pela rede pública. Outros dez pacientes também teriam pago pelo atendimento no Hospital Celso Ramos, na capital de Santa Catarina, que atende principalmente pelo SUS.
O Ministério Público afirma que o médico cobrou por cirurgias, tratamentos e exames realizados nas dependências do hospital. Ainda de acordo com os promotores, alguns pacientes chegaram a pedir dinheiro emprestado para pagar o exigido. Os valores cobrados chegariam a R$ 6 mil. O esquema funcionou entre outubro de 2004 e junho de 2008.
A condenação diz respeito a uma ação criminal proposta pela Promotoria de Justiça. O Ministério Público afirma que também entrou com ação civil pública contra o médico, por improbidade administrativa. Esse processo está em tramitação.


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