Variedades
Pato Fu usa brinquedos infantis como base instrumental de seu novo CD
Caixinhas de música, tecladinhos-calculadora, guitarrinhas de plástico, xilofones de latão. Elefantes que apitam, sapos que coaxam, todos os tipos de assobio.
Qualquer brinquedo de que fosse possível tirar algum som minimamente afinado foi usado para compor a base instrumental do novo álbum do Pato Fu, que chega às lojas nesta semana.
Gravado no estúdio caseiro de Jonh Ulhoa e Fernanda Takai, "Música de Brinquedo" é a experiência formal mais radical da banda, já que não usa (quase) nenhum instrumento convencional.
Possíveis exceções ficam para a flauta, o xilofone, a kalimba e a escaleta usados em musicalização infantil.
A maior dificuldade prática na realização da ideia foi afinar todos esses "instrumentos" a ponto de harmonizá-los em um arranjo.
"Não ficou muito afinado, mesmo", diz Ulhoa, que produziu o disco. "Mas tinha que ser assim. Para ficar completamente certinho, eu teria que usar truques de computador. Seria fácil demais e perderia toda a graça."
INTÉRPRETE
Para que a experiência instrumental causasse o efeito esperado, o Pato Fu usou o que Ulhoa chama de "um truque sujo": apelar para a memória afetiva do ouvinte.
Em vez de canções inéditas, a banda regravou apenas clássicos mundiais, como "Rock and Roll Lullaby" (Barry Mann e Cynthia Weil), "Ska" (Herbert Vianna) e "Todos Estão Surdos" (Roberto e Erasmo Carlos).
"O que causa a comoção e a emoção das pessoas --e a nossa própria-- é reconhecer os arranjos originais", diz Takai. "Por isso, tínhamos que usar músicas que todo mundo soubesse muito de cor."
Ulhoa foi cuidadoso ao "decalcar" cada detalhe que tornou emblemática a canção original: um solo memorável, uma introdução etc.
O arranjo de cordas da jamesbondiana "Live and Let Die" (Paul e Linda McCartney) foi reproduzido com o som de um elefante plástico.
O solo de guitarra de "Ovelha Negra" (Rita Lee) foi feito com um de xilofone de latão. A abertura épica de "Frevo Mulher" (Zé Ramalho), em pianinho de brinquedo.
"Música de Brinquedo" soaria um disco de gente grande com instrumentos infantis não fosse o coro, feito por Nina Ulhoa, filha de Takai e Ulhoa, e Matheus D'Alessandro, amigo dela da escola --ambos com 6 anos.
"O disco ficaria mais ousado sem as crianças", diz Ulhoa. "Elas tiram [o disco] do universo pop e colocam no universo infantil. E eu gosto que as coisas que eu faço tenham muitas camadas de entendimento."
Stallone dá calote de R$ 3,8 mi em brasileiros, diz produtora
A O2, produtora de "Cidade de Deus" e "Ensaio sobre a Cegueira", acusa o ator Sylvester Stallone de não ter pago R$ 3,8 milhões por serviços prestados em "Os Mercenários", filme que entra em cartaz no Brasil no dia 13.
A produtora de Fernando Meirelles diz que desde o ano passado "aguarda ser ressarcida pelas despesas realizadas" na megaprodução estrelada e dirigida pelo astro de "Rambo" e "Cobra" e que conta no elenco com nomes de peso como Arnold Schwarzenegger, Jason Statham e Bruce Willis.
O longa, que acompanha um grupo de caçadores de recompensas à procura de um ditador sul-americano, teve parte das filmagens ambientada no Rio, onde foi firmada a parceria com a 02.
Em junho do ano passado, a imprensa , já havia noticiado que muitos brasileiros ainda não haviam recebido cachê pelo trabalho realizado nas filmagens. À época, o atraso foi atribuído ao fato de o responsável pelas contratações ter ficado doente.
A assessoria da O2 Filmes não informou se a produtora pretende acionar a Justiça para cobrar a dívida de Stallone.
Na última edição da Comic-Con, evento de quadrinhos e cultura que ocorreu no mês passado nos EUA, o ator zombou da receptividade brasileira ao afirmar que se poderia explodir o país inteiro e, ainda assim, ouvir um "obrigado" e receber um macaco de presente.
O comentário gerou uma mobilização negativa dos usuários do Twitter e forçou o astro a pedir desculpas.
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