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Angelina Jolie diz que papel agressivo em "Salt" equilibra lado materno

A atriz Angelina Jolie promoveu ontem em Tóquio o filme "Salt", uma produção "agressiva e ativa" com a qual buscou equilibrar o lado "meigo e materno" que desenvolveu após ter seus filhos gêmeos Knox León e Vivienne Marcheline, em 2008.
Jolie viajou à capital japonesa acompanhada de seus quatro filhos mais velhos: Maddox, adotado no Camboja, a etíope Zahara, o vietnamita Pax e sua primeira filha biológica, Shiloh.
No novo longa, dirigido pelo cineasta australiano Phillip Noyce ("O Colecionador de Ossos"), ela faz o papel de uma agente da CIA acusada de trabalhar para russos. "Após dar à luz, me sentia emotiva, meiga. Queria fazer algo que equilibrasse esses sentimentos", ressaltou.


Governo vai distribuir R$ 600 mil para financiar "mini Ecads"

Enquanto o projeto de reforma da lei do direito autoral segue em consulta pública, o Ministério da Cultura prepara um edital que financiará entidades arrecadadoras de direitos.
A ideia do governo é distribuir recursos do orçamento federal para que grupos ligados às mais variadas áreas artísticas desenvolvam sistemas capazes de recolher direitos autorais.
Serão distribuídos, por meio de concurso público, pelo menos R$ 600 mil. O dinheiro pode beneficiar entidades já existentes ou bancar a criação de novos grupos.
"Queremos que as entidades possam investir no aprimoramento de seus sistemas de transparência", diz José Luiz Herência, secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC).
Por trás do edital, está a tentativa do MinC de controlar o poder do Ecad (Escritório Central de Arrecadação de Direitos), criado na época da ditadura e representante de cerca de 240 mil músicos.
Para Roberto Mello, presidente da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus), a iniciativa do governo é equivocada e arriscada.
"Você vai estimular a inadimplência", crava Mello. "Vai acontecer o que acontecia antes da criação do Ecad. O usuário passa a depositar em juízo por não saber a quem deve pagar."
José Vaz, da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, coordenador do edital, diz, por outro lado, que o projeto vem apenas atender a uma demanda do setor cultural. "Com a internet, a gestão coletiva se tornou uma necessidade. Grupos de todo o país têm nos procurado", diz.
CONSULTA - Para tentar aplacar a fúria de grupos de artistas que dizem que o projeto do governo põe em risco os direitos dos artistas, o MinC apresenta hoje os resultados da consulta pública aberta há 45 dias.
Foram apresentadas, até agora, 1.040 sugestões. O prazo de consulta do projeto foi estendido até 31/8.


MinC pede apoio para aprovar Nova Rouanet

Anterior ao embate do direito autoral, a discussão em torno das mudanças da lei Rouanet, principal mecanismo de incentivo cultural do país, prossegue no Congresso Nacional.
José Luiz Herência, secretário de Políticas Culturais do MinC, diz acreditar que a reforma da lei, que colocou os artistas e produtores em pé de guerra em 2009, ainda pode ser aprovada num acordo de líderes este ano.
Mas é quase consensual, nos meios cultural e político, que essa hipótese torna-se cada vez mais remota.
Em busca de apoio público para o projeto, o MinC tem tentado, nos últimos meses, preparar um documento com a assinatura de empresários e entidades culturais.
A ideia é que o grupo se dissesse favorável ao Projeto de Lei (PL) que prevê também que os patrocinadores coloquem parte de dinheiro próprio em projetos beneficiados com incentivo fiscal.
Segundo foi apurado, a pasta tem ouvido um número maior de negativas como resposta. Alguns empresários teriam, inclusive, ficado contrariados com a excessiva aproximação de empresas como Gerdau e Itaú do governo.


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