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Duelo de ex-casal marca disputa por melhor diretor no Oscar

A disputa pela estatueta de melhor diretor na 82ª edição do Oscar tem como favoritos James Cameron, por "Avatar", e Kathryn Bigelow, com "Guerra ao Terror", cineastas que foram casados entre 1989 e 1991.
Em 1998, Cameron deixou a cerimônia do Oscar como "o rei do mundo". "Titanic" tinha conquistado 11 estatuetas, entre elas as de filme e diretor.
O cineasta levou em janeiro o Globo de Ouro pela direção de "Avatar", e foi indicado em diversos prêmios de sociedades de críticos dos Estados Unidos, embora quase sempre a vitória tenha ficado com Bigelow.
Já Bigelow é a sétima mulher na briga pelo Oscar de melhor diretor. A ex-mulher de James Cameron conseguiu com "Guerra ao Terror" seu maior sucesso artístico.
Antes dela, brigaram pela estatueta Lina Wertmuller, por "Pasqualino Sete Belezas", Randa Haines, por "Filhos do Silêncio", Barbra Streisand, por "O Príncipe das Marés", Jane Campion, por "O Piano", Sofia Coppola, por "Encontros e Desencontros", e Valerie Faris, por "Pequena Miss Sunshine". Nenhuma ganhou.
Já na disputa direta com o ex-marido, Bigelow tem levado a melhor, e já recebeu as estatuetas de melhor direção da Academia de Cinema e Televisão britânica (Bafta), dos Sindicatos de Produtores e Diretores dos EUA e do Critic's Choice, a maior associação americana de críticos.
Veja quem são os outros indicados
Quentin Tarantino conseguiu uma indicação a melhor diretor em 1994, por "Pulp Fiction - Tempo de Violência", mas não saiu vitorioso na categoria. Desta vez, com "Bastardos Inglórios", volta a concorrer nessas duas categorias.
Lee Daniels concorre com o filme "Preciosa - Uma História de Esperança", trabalho que o levou a ser o segundo negro da história a brigar pelo Oscar de diretor. Apenas John Singleton, por "Os Donos da Rua", tinha conseguido até agora.
O canadense Jason Reitman já é figura certa na cerimônia de entrega do Oscar. Com "Juno", sua segunda obra, já chegou a um lugar onde seu pai, o também cineasta Ivan Reitman, nunca esteve: a lista de indicados à estatueta de melhor diretor. "Amor Sem Escalas" consagra o jovem Reitman como um dos grandes talentos da comédia social.


Anvisa abranda regra para propaganda infantil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu não restringir os horários para a propaganda de produtos alimentícios infantis que tenham altos teores de açúcar, gorduras e sódio. Também não vai limitar a publicidade de bebidas de baixo teor nutricional, como refrigerantes. Deverá manter, no entanto, alertas sobre os riscos à saúde desses produtos.
Em 2006, a agência havia proposto, por meio de consulta pública, que os comerciais dos alimentos com essas características só pudessem ser veiculados das 21 horas às 6 horas, período em que, supostamente, não haveria público infantil. Também chegou a debater a proibição dos anúncios dos alimentos açucarados e gordurosos ou com muito sódio em programas diretamente voltados para as crianças.
Agora, segundo técnico do órgão, a ideia é fazer normas para obrigar a veiculação de alertas sobre os riscos de produtos com essas características, sem focar no público infantil. A proposta deverá passar pela diretoria colegiada da agência ainda neste ano.
Segundo a reportagem apurou, a mudança de posição, que atende reivindicação da indústria alimentícia, decorre do fracasso da Anvisa em tentativas de fazer restrições semelhantes, como a da proposta de limitação de horário para a propaganda de cerveja, criticada depois por parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).A mudança de posição revoltou ontem entidades que defendem a proteção das crianças do apelo de produtos que podem fazer mal à saúde. "Apesar de afirmarem que os alertas serão mantidos, a criança não tem condições de fazer uma análise crítica da mensagem comercial inserida nesses produtos", afirma a coordenadora-geral do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, Isabella Henriques. Procurada, a Anvisa não quis se manifestar, assim como a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação


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