Duas
mulheres presas
por tráfico de drogas no
São Fernando
Divulgação
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Pedras
de crack, porções de cocaína e dinheiro
apreendidos com duas mulheres |
Por
volta de 1h30 da madrugada de ontem, os patrulheiros José,
Araújo e Reginaldo foram solicitados para darem apoio a
viatura dos guardas civis Guilherme, Caineli e Almeida, que atendiam
uma ocorrência de tráfico de drogas.
Os guardas patrulhavam na Rua Centeio e na esquina com a Rua Décio
J. Ribeiro no Jardim São Fernando, avistaram Patrícia
Juliana Abuliam, 20 anos, ajudante geral, em atitudes de tráfico,
pois entregava algo para motoristas que paravam próximo
e recebia dinheiro.
Ao avistar a viatura, dispensou um tubo plástico. Outra
mulher, chegou de bicicleta pegou o tubo plástico e se
evadiu. Ela foi abordada nas proximidades e identificada como
sendo Fabiana da Silva Macedo, 25 anos, auxiliar de cozinha. No
tubo plástico estavam onze pedras de crack, envoltas em
papel alumínio que pesaram 6,9 gramas e 6 papelotes de
cocaína, que pesaram 5,1 gramas. Ele estava ainda de posse
de R$ 60,00 em dinheiro.
Na casa de Patrícia, no interior do quarto dela, os guardas
encontraram num guarda-roupas mais cinco pedras de crack, e uma
caderneta com anotações típicas de contabilidade
de tráfico de entorpecentes. Também no guarda-roupas
foram apreendidos R$648,00 em dinheiro que a mãe da garota
disse não saber da procedência.
As duas garotas, juntamente com uma adolescente, foram conduzidas
ao plantão policial onde foram autuadas em flagrante por
tráfico de entorpecentes e associação ao
tráfico. Foram transferidas para a cadeia de Brotas.
AUMENTO
- Vem aumentando de forma considerável o tráfico
de entorpecentes em vários pontos da cidade. O Jardim São
Fernando é um dos pontos onde a venda de crack é
grande. Os “patrões” do tráfico utilizam
adolescentes e também mulheres para a venda para tentar
despistar a polícia.
Polícia
apreende
1.500 botijões de gás
A
polícia apreendeu 1.500 botijões de gás em
Paulínia, que foram envasados de forma irregular. A carga
estava em duas carretas e foi levada para a delegacia da cidade.
Os botijões de diversas marcas estavam cheios com produto
da distribuidora Maxi Gás, que funciona na cidade e, de
acordo com a Agência Nacional de Petróleo é
ilegal.
O advogado da empresa Jarbas Machioni, alega que possui uma liminar
do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro que em 2002 permitiu
o envasamento em botijões de outras marcas. Mas em outubro
deste ano, uma decisão da 1ª Vara Federal, também
do Rio de Janeiro, exigiu que a regra da ANP fosse cumprida. Machoni
disse que vai entrar com recurso e acredita que a liminar anterior
continua a valer até o julgamento final da ação.
Polícia
repressora e corrupta aumenta violência, diz Anistia
Um
relatório divulgado ontem pela organização
de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional diz que os
governos brasileiros permitiram que a violência policial
se institucionalizasse no país.
”Ao falharem em atender as necessidades de segurança
pública de todos os setores da sociedade brasileira, os
governos do país permitiram que um policiamento baseado
em violações dos direitos humanos se tornasse institucionalizado,
especialmente nas comunidades carentes”
O texto continua: “O policiamento repressivo e corrupto
existente no Brasil, longe de diminuir os índices de violência
e criminalidade, tem contribuído para o seu crescimento,
provocando hostilidade em grande parte da população”.
De acordo com a Anistia, um dos problemas da segurança
pública no Brasil é o discurso de confronto que
cada vez mais tem sido adotado por autoridades federais e estaduais
para tratar do assunto.
A entidade afirma que essa abordagem provoca a realização
de operações policiais de estilo militar e a utilização
de forças do Exército para intervenções
de manutenção da ordem.
”Esses métodos repressivos não somente provaram
ser ineficazes para combater os crimes violentos, como também
contribuíram para um processo de exclusão social
e discriminação”, diz o relatório da
Anistia.
Verbas
- A Anistia elogia a campanha do desarmamento no Brasil
e diz que a medida contribuiu para a redução da
taxa de homicídios no país.
Mas para a entidade os índices brasileiros de violência
e criminalidade permanecem extremamente elevados e a iniciativa
contra o desarmamento não é suficiente para resolver
“os níveis epidêmicos de violência”
no Brasil.
O relatório afirma que as outras propostas apresentadas
pelo governo Lula, incluindo um plano de longo prazo para uma
reforma da segurança pública brasileira, ainda não
foram efetivamente implementadas.
”O interesse que tem o governo federal nessas reformas foi
questionado após o anúncio, em abril de 2005, de
um corte no orçamento nacional de segurança pública
de R$ 412 milhões para R$ 170 milhões”, diz
o documento.
A Anistia conclui que, para melhorar sua segurança pública,
o Brasil precisa de vontade política e recursos financeiros
para desenvolver um projeto baseado na prevenção
dos homicídios, no funcionamento da Justiça e no
controle das armas. ”Apesar de as pessoas que vivem nas
comunidades carentes do Brasil terem uma probabilidade muito maior
de serem vítimas de crimes violentos, as autoridades federais
e estaduais muito pouco ou nada investiram na sua proteção”,
afirma Tim Cahill, pesquisador da Anistia.
”A distribuição das verbas destinadas à
segurança pública se deu com base na repressão
e na discriminação, efetivamente criminalizando
as comunidades carentes na sua totalidade”, acrescenta Cahill.
Favelas
- O relatório destaca que a violência no
Brasil tem se manifestado de maneira mais brutal nas favelas.
Para a Anistia, “sucessivos governos traíram a população
socialmente excluída do Brasil”.
”Ao fracassar constantemente em tratar dos profundos problemas
da área de segurança pública e proteger os
direitos humanos fundamentais da população, eles
(os governos) condenaram milhões de pessoas a décadas
de violência”, diz a entidade.
A Anistia Internacional também lembra cinco casos de grande
repercussão no Brasil que chocaram o mundo: a morte de
29 pessoas na Baixada Fluminense, em março deste ano; o
ataque a ativistas rurais em Eldorado dos Carajás, em 1997;
as crianças assassinadas quando dormiam nas escadarias
da Igreja da Candelária, em 1993; a chacina que matou moradores
da favela Vigário Geral, também em 1993; e o massacre
de detentos no Centro de Detenção do Carandiru,
em 1992.
O relatório apresenta ainda estatísticas oficiais
que apontam que, entre 1999 e 2004, as polícias dos Estados
do Rio de Janeiro e de São Paulo mataram 9.889 pessoas
em situações oficialmente registradas como “resistência
seguida de morte”.
A Anistia avalia que a maioria das vítimas da violência
policial no Brasil são jovens pobres, negros ou pardos,
e boa parte deles não tem antecedentes criminais.