Curso
“Teatrando”
encerra na sexta-feira
Divulgação
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A
entrada para assistir a peça será
franca e aberta a toda a população
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Encerra-se na sexta-feira, dia 9 de dezembro, às 20 horas,
no Teatro Municipal Manoel Lyra, com a apresentação
da comédia “A História da istória”,
o curso “Teatrando”. A entrada para assistir a peça
será franca e aberta a toda a população.
O curso, uma parceria entre a Secretaria de Cultura e Turismo
de Santa Bárbara d´Oeste e a Cia de Teatro Xekmat,
aconteceu entre os meses de outubro e dezembro, num total de 30
horas, no Centro Cultural Léo Sallum, zona leste da cidade.
Um total de 50 alunos teve aulas de interpretação,
improvisação, contato com texto teatral, expressão
vocal e corporal, além de criação de personagem.
O curso “Teatrando” foi ministrado pelos diretores
Amauri de Oliveira e Roberto Isler da Cia de Teatro Xekmat.
Segundo Roberto Isler, da Cia de Teatro Xekmat, de todos os cursos
que ministraram este tiveram a grata surpresa da baixa desistência
dos participantes. Ele explicou que muitos desistem pelos desafios
das aulas. No total houve 70 inscritos e 50 alunos concluíram
o curso. No elenco da peça que irá ser apresentada
na sexta-feira há 27 pessoas, inclusive, muitos pela primeira
vez.
A Cia Xeqmat pretende reunir-se em janeiro com o secretário
de Cultura e Turismo, José Benedito Varela, para fazer
um balanço do curso. Os participantes querem que as aulas
continuem no próximo ano.
Isler comentou ainda que a Cia Xeqmat completou 15 anos e até
então tinha trabalhado muito na região e pouco na
cidade. Desta forma, resolveram aceitar o desafio feito pelo Varela
e trabalhar mais aqui em Santa Bárbara. Na sua avaliação,
o curso é um dos projetos com o objetivo de popularização
do teatro. Outros dois citados, são: Graça na Praça
e Arte no Parque, realizado no Parque dos Ipês.
Meia-entrada:
STF julga improcedente pedido de inconstitucionalidade
Depois
de anos em debate, o Supremo Tribunal Federal (STF), por oito
votos a dois, julgou improcedente a Ação Direta
de Inconstitucionalidade – Adin – proposta pela Confederação
Nacional do Comércio, que questionava a lei de meia-entrada
para estudantes em espetáculos culturais, de lazer e esportivos
no Estado de São Paulo.
O ministro-relator da ação, Eros Grau, afastou,
inicialmente, a existência de inconstitucionalidade formal
do dispositivo impugnado. Ele explicou que assim como a União
pode intervir na economia, os Estados-membros e o Distrito Federal
também detêm competência concorrente para legislar
sobre direito econômico. Para o ministro, é necessário
que o Estado atue efetivamente sobre o domínio econômico
que, além de adequado, é indispensável para
consolidação e preservação do sistema
capitalista de mercado.
O movimento estudantil comemorou a decisão, que segundo
o presidente da UNE, Gustavo Petta, foi uma grande vitória
para os estudantes brasileiros "que reafirmaram a conquista
de um direito histórico que foi a meia-entrada. Se a Adin
fosse acatada, a meia-entrada para os estudantes teria acabado.
E aqui é preciso deixar bem claro, teria acabado o direito
à meia, e não apenas as carteiras de identificação
estudantil da UNE e da UBES", explicou Gustavo.
A advogada da UNE, doutora Lia Carneiro disse que o debate realizado
pelo STF foi em torno do questionamento do que é mais constitucional
no Brasil: o lucro ou o direito à cultura?. Sob essa questão,
o relator foi taxativo: "Se de um lado a Constituição
Federal assegura a livre iniciativa, de outro determina que o
Estado tome providências no sentido de garantir o exercício
efetivo do direito à educação, cultura e
ao desporto", afirmou. O relator concluiu que, no caso, havendo
colisão entre princípios, prevalece o interesse
da coletividade.
Para o presidente da UNE a decisão do STF reforça
a luta que vem sendo desenvolvida pelas entidades estudantis para
que o Congresso Nacional derrube a Medida Provisória do
ex-ministro Paulo Renato, que desregulamenta à meia-entrada
ao permitir que qualquer documento expedido por estabelecimento
de ensino seja válido para obter o direito. "Vamos
retomar a pressão para derrubar essa MP, que é uma
ameaça ao direito dos estudantes".