Santa Bárbara d'Oeste, 7 de Dezembro de 2005





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Curso “Teatrando”
encerra na sexta-feira

Divulgação
A entrada para assistir a peça será
franca e aberta a toda a população

Encerra-se na sexta-feira, dia 9 de dezembro, às 20 horas, no Teatro Municipal Manoel Lyra, com a apresentação da comédia “A História da istória”, o curso “Teatrando”. A entrada para assistir a peça será franca e aberta a toda a população.
O curso, uma parceria entre a Secretaria de Cultura e Turismo de Santa Bárbara d´Oeste e a Cia de Teatro Xekmat, aconteceu entre os meses de outubro e dezembro, num total de 30 horas, no Centro Cultural Léo Sallum, zona leste da cidade. Um total de 50 alunos teve aulas de interpretação, improvisação, contato com texto teatral, expressão vocal e corporal, além de criação de personagem. O curso “Teatrando” foi ministrado pelos diretores Amauri de Oliveira e Roberto Isler da Cia de Teatro Xekmat.
Segundo Roberto Isler, da Cia de Teatro Xekmat, de todos os cursos que ministraram este tiveram a grata surpresa da baixa desistência dos participantes. Ele explicou que muitos desistem pelos desafios das aulas. No total houve 70 inscritos e 50 alunos concluíram o curso. No elenco da peça que irá ser apresentada na sexta-feira há 27 pessoas, inclusive, muitos pela primeira vez.
A Cia Xeqmat pretende reunir-se em janeiro com o secretário de Cultura e Turismo, José Benedito Varela, para fazer um balanço do curso. Os participantes querem que as aulas continuem no próximo ano.
Isler comentou ainda que a Cia Xeqmat completou 15 anos e até então tinha trabalhado muito na região e pouco na cidade. Desta forma, resolveram aceitar o desafio feito pelo Varela e trabalhar mais aqui em Santa Bárbara. Na sua avaliação, o curso é um dos projetos com o objetivo de popularização do teatro. Outros dois citados, são: Graça na Praça e Arte no Parque, realizado no Parque dos Ipês.


Meia-entrada: STF julga improcedente pedido de inconstitucionalidade

Depois de anos em debate, o Supremo Tribunal Federal (STF), por oito votos a dois, julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade – Adin – proposta pela Confederação Nacional do Comércio, que questionava a lei de meia-entrada para estudantes em espetáculos culturais, de lazer e esportivos no Estado de São Paulo.
O ministro-relator da ação, Eros Grau, afastou, inicialmente, a existência de inconstitucionalidade formal do dispositivo impugnado. Ele explicou que assim como a União pode intervir na economia, os Estados-membros e o Distrito Federal também detêm competência concorrente para legislar sobre direito econômico. Para o ministro, é necessário que o Estado atue efetivamente sobre o domínio econômico que, além de adequado, é indispensável para consolidação e preservação do sistema capitalista de mercado.
O movimento estudantil comemorou a decisão, que segundo o presidente da UNE, Gustavo Petta, foi uma grande vitória para os estudantes brasileiros "que reafirmaram a conquista de um direito histórico que foi a meia-entrada. Se a Adin fosse acatada, a meia-entrada para os estudantes teria acabado. E aqui é preciso deixar bem claro, teria acabado o direito à meia, e não apenas as carteiras de identificação estudantil da UNE e da UBES", explicou Gustavo.
A advogada da UNE, doutora Lia Carneiro disse que o debate realizado pelo STF foi em torno do questionamento do que é mais constitucional no Brasil: o lucro ou o direito à cultura?. Sob essa questão, o relator foi taxativo: "Se de um lado a Constituição Federal assegura a livre iniciativa, de outro determina que o Estado tome providências no sentido de garantir o exercício efetivo do direito à educação, cultura e ao desporto", afirmou. O relator concluiu que, no caso, havendo colisão entre princípios, prevalece o interesse da coletividade.
Para o presidente da UNE a decisão do STF reforça a luta que vem sendo desenvolvida pelas entidades estudantis para que o Congresso Nacional derrube a Medida Provisória do ex-ministro Paulo Renato, que desregulamenta à meia-entrada ao permitir que qualquer documento expedido por estabelecimento de ensino seja válido para obter o direito. "Vamos retomar a pressão para derrubar essa MP, que é uma ameaça ao direito dos estudantes".


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