Santa Bárbara d'Oeste, 8 de Dezembro de 2005





POLÍCIA
ESPORTES
VARIEDADES

Dupla assalta videolocadora na ZL

No final da tarde de terça-feira, dois elementos não identificados, sendo um portando um revólver, entraram na videolocadora Replay Vídeo localizada na Avenida da Amizade, na zona leste de Santa Bárbara, anunciando assalto. Conforme consta no boletim de ocorrência feito pela proprietária Angélica Fonseca, ela estava em sua locadora quando os dois apareceram e anunciaram o assalto levando R$ 150,00 reais que estavam no caixa.
Estavam trajando camisa branca e vestiam capuz, fugiram sem ser identificados. Atenderam a ocorrência os policiais militares Carlos e Amorin.


Campineiros trafegavam
até no porta-malas

Os guardas civis Lacerda e Souza estavam em patrulhamento na área próxima ao Centro Social Urbano quando na Avenida Anhaguera deparou com um veículo com faróis apagados. Solicitou ao motorista que parasse e ao abordarem notou que no veículo estavam sete pessoas, sendo cinco dentro do automóvel e outras duas no porta-malas, todos de Campinas.
Consta em boletim de ocorrência que o motorista S.B.G. pedreiro não era habilitado e que o carro pertence a seu irmão E.W.B.G. Os ocupantes disseram que estavam trabalhando em Limeira e resolveram passar por Santa Bárbara para tomar cervejas. O carro foi apreendido e os ocupantes liberados.


Delegado é preso
dirigindo embriagado


Um delegado da Polícia Civil de Santa Catarina foi preso na manhã de ontem dirigindo embriagado um carro oficial na companhia de uma mulher e de um travesti. É o segundo caso em menos de 15 dias de um delegado no Estado sendo pego embriagado; o outro é da capital.
O delegado de Quilombo (618 km de Florianópolis), Ricardo Ferreira, foi detido pela Polícia Rodoviária Estadual na SC-405, em Ratones, fazendo ziguezague na pista, por volta das 7h. Ele foi levado à Central de Polícia em Florianópolis, onde foi autuado em flagrante.
De acordo com a delegada Ester Fernanda Coelho, a polícia foi avisada por um frentista do posto de gasolina próximo ao local, que diz ter sido agredido por Ferreira. O delegado foi solto à tarde, após pagar uma fiança de cinco salários mínimos.
Ferreira estava dirigindo um Palio verde escuro da Secretaria da Segurança Pública, descaracterizado. No interior do veículo, foram encontradas latas de cerveja e garrafas de Smirnoff Ice e de whisky —todas vazias. Ferreira, que está participando de curso na Academia de Polícia, estava acompanhado no carro de um travesti e uma mulher —que não é sua parente. Coelho instaurou um inquérito para apurar se houve de fato uma agressão ao funcionário do posto de combustíveis. “Ele disse que era delegado, que não ia mostrar a carteira de motorista. A gente que está há mais tempo [na atividade] combate esse tipo de comportamento abusivo dos colegas.” Ferreira também irá responder a um processo administrativo, que pode lhe render a expulsão da corporação. Ele foi afastado por 30 dias e teve arma, distintivo e veículo confiscados. O chefe da Polícia Civil, Ilson da Silva, diz que vê a situação com “tristeza”, que não irá tolerar fatos semelhantes, mas que são casos isolados.


Denarc apreende 10 kg de crack

Policiais do Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) apreenderam na noite de terça-feira 10 quilos de crack e prenderam dois acusados de tráfico de drogas, na Praça Panamericana, Zona Oeste da Capital. Um italiano identificado apenas como Genaro conseguiu escapar e está sendo procurado pelo investigadores. Foram detidos o vendedor N.D.O, de 44 anos, e o taxista C.R.S, de 43. A droga foi encontrada no táxi Astra cinza, contratado para transportar a droga e o vendedor de Poá, Grande São Paulo, até a Praça Panamericana. A quadrilha, que distribuía crack para traficantes de favelas da Capital e da Grande São Paulo, era monitorada pelos investigadores da 3ª Dise (Delegacia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes), havia três meses.


Direitos Humanos
de olho em julgamento

Trancafiados numa mesma cela, no Presídio Estadual Metropolitano 3 (PEM3), em Santa Isabel, a 56 quilômetros de Belém, os dois homens acusados pelo assassinato da irmã Dorothy Stang passam os dias acuados por um profundo medo. Não do julgamento oficial, previsto para amanhã e para o qual devem ser mobilizadas organizações de direitos humanos de todo o Brasil e do exterior, mas dos outros presos. Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, e Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, temem ser mortos.
Eles raramente saem da cela, num pavimento acima daquele onde ficam os outros presos. Só vão para o banho de sol, ao qual todo detento tem direito durante uma hora e meia por dia, depois de certificarem-se de que os corredores e o pátio estão vazios. Também precisam de horários especiais para os chuveiros. Tomam o café da manhã, almoçam e jantam debaixo de trancas, confiantes na afirmação das autoridades de que a comida deles é feita à parte. Para evitar envenenamento.
Não é um medo infundado. Pelo código de leis próprias que rege a vida nos presídios, o assassinato da religiosa, uma senhora de 73 anos, é uma espécie de crime hediondo e sem perdão. Assim como o estupro e a violência contra crianças.
O crime ocorreu em 12 de fevereiro, numa estradinha vicinal de Anapu, no sudoeste do Pará. Eduardo e Fogoió foram presos em seguida e levados para Altamira. De lá, foram transferidos para o PEM3, espécie de presídio de segurança máxima, no qual os detentos não têm acesso a celulares, TV, rádio nem a livros. Só à Bíblia.
Sem visitas - Os assassinos confessos da irmã foram postos numa cela especial, com Amair Feijoli da Cunha, o Tato, um dos três fazendeiros acusados de terem contratado os serviços dos dois. Os outros acusados de serem mandantes do crime, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, estão em outro presídio da região metropolitana. O julgamento dos pistoleiros começa nesta sexta-feira, enquanto o dos fazendeiros não está marcado.


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