Dupla
assalta videolocadora na ZL
No
final da tarde de terça-feira, dois elementos não
identificados, sendo um portando um revólver, entraram
na videolocadora Replay Vídeo localizada na Avenida da
Amizade, na zona leste de Santa Bárbara, anunciando assalto.
Conforme consta no boletim de ocorrência feito pela proprietária
Angélica Fonseca, ela estava em sua locadora quando os
dois apareceram e anunciaram o assalto levando R$ 150,00 reais
que estavam no caixa.
Estavam trajando camisa branca e vestiam capuz, fugiram sem ser
identificados. Atenderam a ocorrência os policiais militares
Carlos e Amorin.
Campineiros
trafegavam
até no porta-malas
Os
guardas civis Lacerda e Souza estavam em patrulhamento na área
próxima ao Centro Social Urbano quando na Avenida Anhaguera
deparou com um veículo com faróis apagados. Solicitou
ao motorista que parasse e ao abordarem notou que no veículo
estavam sete pessoas, sendo cinco dentro do automóvel e
outras duas no porta-malas, todos de Campinas.
Consta em boletim de ocorrência que o motorista S.B.G. pedreiro
não era habilitado e que o carro pertence a seu irmão
E.W.B.G. Os ocupantes disseram que estavam trabalhando em Limeira
e resolveram passar por Santa Bárbara para tomar cervejas.
O carro foi apreendido e os ocupantes liberados.
Delegado
é preso
dirigindo embriagado
Um delegado da Polícia Civil de Santa Catarina foi preso
na manhã de ontem dirigindo embriagado um carro oficial
na companhia de uma mulher e de um travesti. É o segundo
caso em menos de 15 dias de um delegado no Estado sendo pego embriagado;
o outro é da capital.
O delegado de Quilombo (618 km de Florianópolis), Ricardo
Ferreira, foi detido pela Polícia Rodoviária Estadual
na SC-405, em Ratones, fazendo ziguezague na pista, por volta
das 7h. Ele foi levado à Central de Polícia em Florianópolis,
onde foi autuado em flagrante.
De acordo com a delegada Ester Fernanda Coelho, a polícia
foi avisada por um frentista do posto de gasolina próximo
ao local, que diz ter sido agredido por Ferreira. O delegado foi
solto à tarde, após pagar uma fiança de cinco
salários mínimos.
Ferreira estava dirigindo um Palio verde escuro da Secretaria
da Segurança Pública, descaracterizado. No interior
do veículo, foram encontradas latas de cerveja e garrafas
de Smirnoff Ice e de whisky —todas vazias. Ferreira, que
está participando de curso na Academia de Polícia,
estava acompanhado no carro de um travesti e uma mulher —que
não é sua parente. Coelho instaurou um inquérito
para apurar se houve de fato uma agressão ao funcionário
do posto de combustíveis. “Ele disse que era delegado,
que não ia mostrar a carteira de motorista. A gente que
está há mais tempo [na atividade] combate esse tipo
de comportamento abusivo dos colegas.” Ferreira também
irá responder a um processo administrativo, que pode lhe
render a expulsão da corporação. Ele foi
afastado por 30 dias e teve arma, distintivo e veículo
confiscados. O chefe da Polícia Civil, Ilson da Silva,
diz que vê a situação com “tristeza”,
que não irá tolerar fatos semelhantes, mas que são
casos isolados.
Denarc
apreende 10 kg de crack
Policiais
do Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos)
apreenderam na noite de terça-feira 10 quilos de crack
e prenderam dois acusados de tráfico de drogas, na Praça
Panamericana, Zona Oeste da Capital. Um italiano identificado
apenas como Genaro conseguiu escapar e está sendo procurado
pelo investigadores. Foram detidos o vendedor N.D.O, de 44 anos,
e o taxista C.R.S, de 43. A droga foi encontrada no táxi
Astra cinza, contratado para transportar a droga e o vendedor
de Poá, Grande São Paulo, até a Praça
Panamericana. A quadrilha, que distribuía crack para traficantes
de favelas da Capital e da Grande São Paulo, era monitorada
pelos investigadores da 3ª Dise (Delegacia da Divisão
de Investigações Sobre Entorpecentes), havia três
meses.
Direitos
Humanos
de olho em julgamento
Trancafiados
numa mesma cela, no Presídio Estadual Metropolitano 3 (PEM3),
em Santa Isabel, a 56 quilômetros de Belém, os dois
homens acusados pelo assassinato da irmã Dorothy Stang
passam os dias acuados por um profundo medo. Não do julgamento
oficial, previsto para amanhã e para o qual devem ser mobilizadas
organizações de direitos humanos de todo o Brasil
e do exterior, mas dos outros presos. Clodoaldo Carlos Batista,
o Eduardo, e Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, temem ser
mortos.
Eles raramente saem da cela, num pavimento acima daquele onde
ficam os outros presos. Só vão para o banho de sol,
ao qual todo detento tem direito durante uma hora e meia por dia,
depois de certificarem-se de que os corredores e o pátio
estão vazios. Também precisam de horários
especiais para os chuveiros. Tomam o café da manhã,
almoçam e jantam debaixo de trancas, confiantes na afirmação
das autoridades de que a comida deles é feita à
parte. Para evitar envenenamento.
Não é um medo infundado. Pelo código de leis
próprias que rege a vida nos presídios, o assassinato
da religiosa, uma senhora de 73 anos, é uma espécie
de crime hediondo e sem perdão. Assim como o estupro e
a violência contra crianças.
O crime ocorreu em 12 de fevereiro, numa estradinha vicinal de
Anapu, no sudoeste do Pará. Eduardo e Fogoió foram
presos em seguida e levados para Altamira. De lá, foram
transferidos para o PEM3, espécie de presídio de
segurança máxima, no qual os detentos não
têm acesso a celulares, TV, rádio nem a livros. Só
à Bíblia.
Sem visitas - Os assassinos confessos da irmã foram postos
numa cela especial, com Amair Feijoli da Cunha, o Tato, um dos
três fazendeiros acusados de terem contratado os serviços
dos dois. Os outros acusados de serem mandantes do crime, Vitalmiro
Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, o
Taradão, estão em outro presídio da região
metropolitana. O julgamento dos pistoleiros começa nesta
sexta-feira, enquanto o dos fazendeiros não está
marcado.