Coral
das Avencas,
atração no Tivoli
Francisco
R. de Godoy
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O Coral do Grupo das Avencas, formado por professores aposentados
de Santa Bárbara d´Oeste, foi a atração
ontem à noite na programação natalina do
Tivoli Shopping. As apresentações de corais seguem
até o dia 20, sempre a partir das 19h30, de segunda a sexta-feira,
na praça de alimentação. A decoração
natalina do shopping tem atraído grande público
principalmente nos finais de semana.
Descentralizar,
diversificar,
saídas para o cinema
Os
filmes brasileiros raramente ultrapassam a marca de 8% de ocupação
do mercado de cinema no Brasil. A marca recorde de 22%, registrada
em 2003, é, portanto, um ponto fora da reta. Como deixar
de ser estrangeiro em seu próprio País? Para Geraldo
Moraes, presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, que realiza
sua sexta edição até domingo, em Recife,
a solução passa, necessariamente pelo fortalecimento
das formas alternativas de produção, distribuição
e exibição de filmes brasileiros.
“É preciso um projeto de desenvolvimento para a produção
independente, com metas a curto e médio prazo”, defende.
“Além disso, um projeto de exportação
de filmes brasileiros e a ampliação do financiamento
do BNDS da expansão do circuito alternativo são
cruciais para esta mudança”, acrescenta Moraes que
neste ano entrega o cargo para um novo presidente a ser anunciado
no encerramento do CBC, no domingo.
Esta é uma das questões prioritárias do evento.
As outras passam pela discussão da convergência das
novas mídias. “Temos de discutir como a TV digital,
o computador e até mesmo o celular vai mudar a forma de
se ver e de fazer cinema. Não podemos esperar mais”,
finaliza.
Ontem, Manoel Rangel e Gustavo Dahl, diretores da Agência
Nacional de Cinema (Ancine) também participaram das discussões
sobre as perspectivas do cinema e do audiovisual no Brasil e na
América Latina e discursaram sobre as novas metas oficiais
para financiamento do cinema nacional.
Na mira destas novas metas, hoje, sexta-feira, foi dia de apresentar
e discutir experiências alternativas de produção,
distribuição e exibição. A bem-sucedida
experiência da ABPITV, que reúne mais de cem produtoras
independentes de televisão brasileiras e tem realizado
oficinas de capacitação, aprimoramento profissional,
representado o País em vários dos mais importantes
eventos do ramo no exterior, foi apresentada por Marco Altberg,
dirigente da ABPITV. José Araripe, diretor do CTAv (Centro
Técnico do Audiovisual) falou dos planos da entidade para
2006 e o jornalista e diretor Nelson Hoineff afirmou com categoria
que o aprimoramento da TV digital brasileira, cujo modelo operacional
será escolhido em definitivo em fevereiro, passa necessariamente
por uma revolução tecnológica.
Já Mário Borgneth, assessor especial do Ministério
da Cultura, representou a Secretaria do Audiovisual e apresentou
as metas do órgão para o setor cinematográfico
em 2006. “Entre as nossas premissas de base, está
a descentralização dos investimentos e o apoio à
produção independente. Para isso, atuaremos em três
níveis: no fomento à regionalização
da produção, no investimento em vários formatos
e gêneros e na descentralização dos investimentos
os diferentes elos da cadeia produtiva, passando, claro, pelos
históricos gargalos da distribuição e da
produção.”