Quem
dança bem é mais atraente, diz pesquisa
As
pessoas que causam impressão numa pista de dança
sempre foram vistas como bons partidos, mas os cientistas agora
explicaram o porquê. Segundo um estudo de pesquisadores
da Rutgers University, publicado na última edição
da revista Nature, as pessoas que têm um melhor balanço
normalmente são mais simétricas, que é o
que as pessoas buscam em um parceiro.
Os pesquisadores usaram câmeras especiais para gravar os
movimentos de dançarinos, mas não suas aparências.
O estudo indicou que os que se movimentam com mais simetria eram
considerados os melhores dançarinos.
A pesquisa analisou 183 dançarinos na Jamaica. Cada pessoa
dançava a mesma música no mesmo local e em frente
à mesma equipe de gravação por um minuto.
Os vídeos dos 20 melhores e dos 20 piores dançarinos
foram selecionados, baseados em sua simetria corporal - medida
pela comparação de certos pontos no corpo, como
ombros, dedos e orelhas.
Os vídeos, que mostram o movimento, mas não a aparência
das pessoas, foram então mostrados para 155 pessoas. Os
dançarinos simétricos tiveram uma avaliação
melhor do que os não-simétricos, especialmente pelas
mulheres.
No artigo, a equipe liderada pelo pesquisador William Brown sugere
que a maior ênfase colocada na simetria por mulheres sustenta
a teoria de que as mulheres, que normalmente carregam a maior
parte do peso sobre a criação dos filhos, são
mais exigentes ao selecionar um parceiro.
George Fieldman, psicólogo no University College, de Londres,
especializado em pesquisas sobre atração sexual,
diz ser verdade que as pessoas buscam simetria num parceiro. “Se
você é simétrico, isso significa que tem os
genes que controlam isso e que nada ocorreu para mudar isso da
concepção à idade adulta”, afirma.
“Alguém que é simétrico poderia fazer
coisas como correr mais rápido, então escolher alguém
simétrico significaria ser capaz de se defender melhor
e conseguir as melhores presas.”
Cultura
terá R$ 57 mi da
Petrobras e do BNDES
O
ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou ontem que a pasta vai
receber R$ 57 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico) e da Petrobras em 2005.
Os recursos representam uma parcela significativa comparada ao
orçamento do ministério. Em 2005, a Cultura contou
com verba de R$ 285 milhões e em 2006, a previsão
é de R$ 430 milhões.
De forma geral, o BNDES apóia projetos de restauração
de igrejas, museus e cinemas. A Petrobras vai apoiar projetos
ligados a artes cênicas. Segundo o ministro da Cultura,
Gilberto Gil, o teatro vai receber da estatal R$ 19 milhões.
O banco de fomento anunciou ontem a criação de um
novo Programa de Patrocínio à Preservação
do Patrimônio Histórico Brasileiro. Com a nova formatação,
serão privilegiados projetos que aliem a preservação
do patrimônio histórico ao desenvolvimento local.
“Receberão apoio projetos relacionados a programas
de revitalização (urbana, turística, econômica)
que abram novas oportunidades às cidades históricas
brasileiras e resultem em benefícios efetivos à
população”, informa o BNDES.
Os projetos culturais contarão também com uma verba
maior. O banco decidiu dobrar os recursos para o apoio a projetos
nessa área de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões.
O banco decidiu na semana passada ampliar os recursos. Cerca de
R$ 12 milhões já foram liberados, o restante fica
garantido para 2006, quando o banco pretende liberar mais R$ 20
milhões para os projetos.
“No Brasil, qualquer milhão para a cultura faz uma
diferença muito grande”, afirmou o ministro da Cultura,
Gilberto Gil.
Cidades-pólo
- Três cidades-pólo concentrarão
a maior parte dos projetos a serem apoiados pelo banco no período
2005-2006: Olinda, Ouro Preto e Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, os recursos estão relacionados à
preparação da cidade para os Jogos Pan-americanos
de 2007. O banco atuará para que os principais museus públicos
do Rio concluam sua revitalização: o Museu Histórico
Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu da República
e o Museu Nacional.
O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, não compareceu
à solenidade de anúncio do novo programa. “Ele
não se interessa pelo tema e não mandou representante”,
afirmou o presidente do BNDES, Guido Mantega.
Em Olinda, o banco vai apoiar com R$ 2 milhões a restauração
e as instalações do Cine Olinda e a restauração
o casarão Lundgren, onde será criado o Centro de
Memória de Olinda, com o arquivo histórico e o museu
da cidade.
Em Ouro Preto, o investimento inicial será de R$ 2 milhões
para a restauração do antigo edifício da
Santa Casa de Misericórdia, onde será instalado
o Centro de Artes e Afazeres de Ouro Preto.
Outras cidades também tiveram projetos selecionados, como
São Paulo, Recife, Belém, Belo Horizonte, Rio Grande
do Sul e Penedo.
São Paulo vai receber R$ 1,5 milhão para a restauração
da Cinemateca Brasileira, onde será instalada a Sala BNDES-Cinemateca.
Além disso, o projeto Estação Luz da Nossa
Língua vai receber R$ 600 mil.
O BNDES vai investir também na preservação
de acervos, voltada a museus, bibliotecas e arquivos. O banco
vai investir R$ 5 milhões para apoiar projetos de até
R$ 500 mil.