Santa Bárbara d'Oeste, 23 de Dezembro de 2005





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Quem dança bem é mais atraente, diz pesquisa

As pessoas que causam impressão numa pista de dança sempre foram vistas como bons partidos, mas os cientistas agora explicaram o porquê. Segundo um estudo de pesquisadores da Rutgers University, publicado na última edição da revista Nature, as pessoas que têm um melhor balanço normalmente são mais simétricas, que é o que as pessoas buscam em um parceiro.
Os pesquisadores usaram câmeras especiais para gravar os movimentos de dançarinos, mas não suas aparências. O estudo indicou que os que se movimentam com mais simetria eram considerados os melhores dançarinos.
A pesquisa analisou 183 dançarinos na Jamaica. Cada pessoa dançava a mesma música no mesmo local e em frente à mesma equipe de gravação por um minuto. Os vídeos dos 20 melhores e dos 20 piores dançarinos foram selecionados, baseados em sua simetria corporal - medida pela comparação de certos pontos no corpo, como ombros, dedos e orelhas.
Os vídeos, que mostram o movimento, mas não a aparência das pessoas, foram então mostrados para 155 pessoas. Os dançarinos simétricos tiveram uma avaliação melhor do que os não-simétricos, especialmente pelas mulheres.
No artigo, a equipe liderada pelo pesquisador William Brown sugere que a maior ênfase colocada na simetria por mulheres sustenta a teoria de que as mulheres, que normalmente carregam a maior parte do peso sobre a criação dos filhos, são mais exigentes ao selecionar um parceiro.
George Fieldman, psicólogo no University College, de Londres, especializado em pesquisas sobre atração sexual, diz ser verdade que as pessoas buscam simetria num parceiro. “Se você é simétrico, isso significa que tem os genes que controlam isso e que nada ocorreu para mudar isso da concepção à idade adulta”, afirma. “Alguém que é simétrico poderia fazer coisas como correr mais rápido, então escolher alguém simétrico significaria ser capaz de se defender melhor e conseguir as melhores presas.”


Cultura terá R$ 57 mi da
Petrobras e do BNDES

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou ontem que a pasta vai receber R$ 57 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) e da Petrobras em 2005.
Os recursos representam uma parcela significativa comparada ao orçamento do ministério. Em 2005, a Cultura contou com verba de R$ 285 milhões e em 2006, a previsão é de R$ 430 milhões.
De forma geral, o BNDES apóia projetos de restauração de igrejas, museus e cinemas. A Petrobras vai apoiar projetos ligados a artes cênicas. Segundo o ministro da Cultura, Gilberto Gil, o teatro vai receber da estatal R$ 19 milhões.
O banco de fomento anunciou ontem a criação de um novo Programa de Patrocínio à Preservação do Patrimônio Histórico Brasileiro. Com a nova formatação, serão privilegiados projetos que aliem a preservação do patrimônio histórico ao desenvolvimento local. “Receberão apoio projetos relacionados a programas de revitalização (urbana, turística, econômica) que abram novas oportunidades às cidades históricas brasileiras e resultem em benefícios efetivos à população”, informa o BNDES.
Os projetos culturais contarão também com uma verba maior. O banco decidiu dobrar os recursos para o apoio a projetos nessa área de R$ 10 milhões para R$ 20 milhões. O banco decidiu na semana passada ampliar os recursos. Cerca de R$ 12 milhões já foram liberados, o restante fica garantido para 2006, quando o banco pretende liberar mais R$ 20 milhões para os projetos.
“No Brasil, qualquer milhão para a cultura faz uma diferença muito grande”, afirmou o ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Cidades-pólo - Três cidades-pólo concentrarão a maior parte dos projetos a serem apoiados pelo banco no período 2005-2006: Olinda, Ouro Preto e Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, os recursos estão relacionados à preparação da cidade para os Jogos Pan-americanos de 2007. O banco atuará para que os principais museus públicos do Rio concluam sua revitalização: o Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu da República e o Museu Nacional.
O prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, não compareceu à solenidade de anúncio do novo programa. “Ele não se interessa pelo tema e não mandou representante”, afirmou o presidente do BNDES, Guido Mantega.
Em Olinda, o banco vai apoiar com R$ 2 milhões a restauração e as instalações do Cine Olinda e a restauração o casarão Lundgren, onde será criado o Centro de Memória de Olinda, com o arquivo histórico e o museu da cidade.
Em Ouro Preto, o investimento inicial será de R$ 2 milhões para a restauração do antigo edifício da Santa Casa de Misericórdia, onde será instalado o Centro de Artes e Afazeres de Ouro Preto.
Outras cidades também tiveram projetos selecionados, como São Paulo, Recife, Belém, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul e Penedo.
São Paulo vai receber R$ 1,5 milhão para a restauração da Cinemateca Brasileira, onde será instalada a Sala BNDES-Cinemateca. Além disso, o projeto Estação Luz da Nossa Língua vai receber R$ 600 mil.
O BNDES vai investir também na preservação de acervos, voltada a museus, bibliotecas e arquivos. O banco vai investir R$ 5 milhões para apoiar projetos de até R$ 500 mil.


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