Após
20 anos, “Trair e Coçar...” vira filme
A
comédia “Trair e Coçar É Só
Começar” completa 20 anos em cartaz em 2006, um recorde
no teatro brasileiro, e chega às telas do cinema. O longa-metragem
será produzido por Diler Trindade, responsável pelos
filmes de Xuxa Meneghel e Renato Aragão, entre outros “arrasa-quarteirões”.
Na semana passada, Diler fechou contrato com a Fox, que fará
a distribuição. A estréia, segundo ele, está
prevista para acontecer em outubro.
O roteiro vai ser assinado por Marcos Caruso, criador da peça,
com colaboração de Jandira Martini, sua parceira
também no teatro. Enquanto o espetáculo é
dirigido por Attílio Riccó, o longa-metragem terá
direção de Moacyr Góes, parceiro de Diler
em “Irmãos de Fé”, “Maria - Mãe
do Filho de Deus”, “Xuxa em Abracadabra” e outros.
5 milhões -
“Trair e Coçar...” tem como
personagem central Olímpia, uma empregada doméstica
espevitada que só arruma confusão para seus patrões.
Ao longo desses 20 anos, a montagem teatral já foi vista
por mais de 5 milhões de pessoas no país e contou
com vários elencos. Denise Fraga interpretou a protagonista
entre 1989 e 1995, antes da fama de atriz global.
Segundo Diler, ela não deverá fazer o papel de Olímpia
no cinema em razão de seus compromissos com a TV Globo.
O produtor ainda está em negociação para
definir o elenco do longa-metragem.
Em outubro último, a Ancine (Agência Nacional do
Cinema) aprovou que o filme faça uma captação
de R$ 6 milhões por meio de leis de incentivo fiscal.
Público -
Marcos Caruso escreveu “Trair e Coçar...” em
três noites, quando estava desempregado e atrás de
algo que lhe rendesse dinheiro. Em tempos de ditadura militar,
decidiu criar algo para simplesmente divertir a platéia.
O autor se inspirou no gênero “vaudeville”,
de comédias leves, movimentadas e recheadas de intrigas.
Calculou cada piada para que o público caísse na
gargalhada de 20 em 20 minutos, pelo menos. Caruso não
foi aprovado por colegas, que tacharam o texto de “alienado”
e “bobo”, e decidiu colocá-lo na gaveta.
Anos depois, entregou a peça a Attílio Riccó,
que decidiu montá-la. A primeira apresentação
aconteceu em 26 de março de 1986, no Rio de Janeiro. A
São Paulo, chegou em agosto de 1989. Passou por inúmeras
cidades e, em 1998, foi encenada no teatro Colony, em Miami, com
lotação esgotada.
Além do longa-metragem, o aniversário de 20 anos
da montagem deverá ter uma comemoração no
teatro Santo Agostinho, em São Paulo.
Críticos
apontam
melhores filmes de 2005
A
Associação de Críticos de Cinema do Rio de
Janeiro (ACCRJ) elegeu os melhores filmes lançados comercialmente
na cidade em 2005. Eles serão exibidos e debatidos em mostra
no CCBB de 24 de janeiro a 5 de fevereiro. O melhor filme foi
“Ninguém pode saber”, do diretor japonês
Hirokazu Kore-Eda.
Segue a lista completa:
- “Ninguém pode saber”, de Hirokazu Kore-Eda
(Japão)- “Bom dia, noite”, de Marco Bellochio
(Itália)- “Cidade Baixa”, de Sergio Machado
(Brasil)- “Cinema, aspirinas e urubus”, de Marcelo
Gomes (Brasil)- “A fantástica fábrica de chocolate”,
de Tim Burton (EUA)- “Um filme falado”, de Manoel
de Oliveira (Portugal)- “Marcas da violência”,
de David Cronenberg (EUA)- “Menina de ouro”, de Clint
Eastwood (EUA)- “A noiva-cadáver”, de Tim Burton
(EUA)- “Old boy”, de Chan-wook Park (Coréia
do Sul)
Pink
Floyd é eleito
melhor grupo de rock
Pink
Floyd foi eleito o melhor grupo de rock de todos os tempos em
uma pesquisa realizada com fãs e divulgada pela emissora
de rádio pela internet Planeta Rock.
Reunidos pela última vez este ano durante o show Live 8
contra a pobreza na África, o Pink Floyd fez sucesso nos
anos setenta com hits como Dark Side of the Moon e I Wish you
Were Here, e vendeu cerca de 200 milhões de discos em todo
o mundo.
A pesquisa, da qual participaram 58 mil pessoas, deixou o Led
Zeppelin em segundo lugar, seguidos pelos Rolling Stones; The
Who e AC/DC. Do quinto ao décimo lugar estão o U2;
Guns N´Roses; Nirvana; Bon Jovi e Jimi Hendrix.