História do Jornal
Diário de Santa Bárbara d’Oeste
A Informação e a comunicação são os bens mais preciosos de uma cidade e, é por meio dela que se formam cidadãos críticos e se transforma uma comunidade. Em Santa Bárbara d’Oeste, na década de 80, nascia o Jornal Diário de Santa Bárbara d’Oeste tendo como pedra fundamental despertar o interesse do leitor barbarense.
O Jornal Diário emergiu de uma idealização imediata de Nivaldo Batagin (representado por sua filha Maria Tereza) e de João José Belani. Posteriormente, para viabilizar o projeto, foi convidado o comerciante Eziquiel Bacchin. Formada essa sociedade, partiu-se em busca de materiais e equipamentos. Primeiramente, João José Belani e o linotipista, Laércio Scaramal percorreram diversas cidades do interior de São Paulo. Foi em Itapeva (próximo à divisa com o Paraná) que puderam adquirir os seguintes equipamentos: uma impressora manual, três linotipos, entre outros.
Adquiridos os materiais necessários para se iniciar a produção do primeiro Jornal de circulação diária em Santa Bárbara d’Oeste, seguiu-se o processo de oficialização do Jornal: abertura de firma, denominação, locação do prédio, montagem de oficina e contratação de funcionários.
A Redação era composta por: João José Belani, Maria das Graças de Camargo e Regina Célia Ricci.
De acordo com as idealizações dos diretores, a primeira edição do jornal foi lançada para a população às 18 horas da data histórica do dia 07 de Setembro de 1985, circulando de terça-feira à sábado, com cinco edições semanais, acrescentando-se aos demais Jornais da época: Jornal d’Oeste e Edição Barbarense.
Nos 10 primeiros meses de circulação, mediante a procura de novos assinantes, aumentava sua tiragem a cada semana e assim, desde então, passou a ser muito bem aceito pela população barbarense. O sócio João José Belani, por estresse no trabalho, adquiriu paralisia facial e por recomendações médicas teve que se desligar da sociedade. Tempos depois, a sócia Maria Tereza Batagin também deixou a direção ficando como único sócio proprietário Eziquiel Bacchin.
Com os sucessivos planos econômicos da década de 80, e a crise financeira que assolou o país nessa época, o proprietário viu-se obrigado a reduzir, em caráter provisório, a circulação do jornal às quartas e sextas-feiras. Algum tempo depois o proprietário teve que vender quase todo seu maquinário e assim sendo, em fevereiro de 1987, a empresa foi vendida para Antônio Carlos Nazatto, ex-funcionário administrativo/comercial do Jornal Edição Barbarense, e a Laércio Scaramal que exercia o cargo de linotipista no Diário do Povo em Campinas, Jornal d’Oeste e o próprio Jornal Diário.
Diante da nova oportunidade, os novos proprietários idealizaram manter um sonho e ampliar o espaço que até então o Diário havia conquistado nestes dois anos de luta. Com muito trabalho e dedicação diuturnamente, conseguiram manter a circulação do Jornal por três vezes na semana. Durante oito meses o Jornal Diário funcionou sem impressora, sendo este confeccionado na oficina de linotipos e levados para impressão em Americana e Nova Odessa.
O retorno financeiro lentamente foi ressurgindo, a empresa adquiriu uma impressora “tipográfica plana” que imprimia duas páginas por vez. Em 1988 os dirigentes resolvem ampliar seu parque gráfico incorporando a Empresa Jornalística à Gráfica e Editora Barbarense (Edição Barbarense).
No ano de 1991, o número de páginas impressas por vez passou de 12 para 20 e no ano seguinte a antiga impressora tipográfica foi substituída por uma “rotativa rotoplana”. Esse novo investimento permitiu agilizar os trabalhos e foi um início de um recomeço para a empresa. As transformações foram visualizadas nitidamente, como por exemplo, as páginas que eram dobradas uma a uma manualmente, passaram para cadernos de 8 páginas já dobradas pela máquina. A circulação voltou a ser de terça-feira à domingo.
Em 1993 os proprietários adquiriram um prédio próprio no Rua Paulo de Moraes, 190 no Centro de Santa Bárbara d’Oeste onde anteriormente funcionou um supermercado e uma igreja, no qual foi instalado todos os setores, tais como: Recepção, Publicidade e Propaganda, Redação, Diagramação, Administração, Oficina e Distribuição, os quais estão presentes neste mesmo prédio até os dias atuais com exceção da oficina que necessitou de um salão mais amplo.