Tudo
vazio:
De novo a culpa do calendário nacional
CNão
muito longe, a movimentação pelos lados do Estádio
Antonio Guimarães era constante, claro que devido ao futebol
do União Agrícola Barbarense, com treinamentos dos
profissionais e dos garotos das categorias de base, além,
é óbvio, dos jogos oficiais. Muita gente –
torcedores - comparecia ao estádio, principalmente aposentados
e crianças.
Aos poucos, tudo foi mudando. Treinos passaram a ser levados para
outros campos do município, tudo para não se castigar
em demasia o gramado da “toca do leão”, uma
medida correta.
Mas outras medidas tomadas pelos novos comandantes do futebol
unionista acabam cada vez mais afastando os torcedores, pois portões
não ficam mais abertos em treinos e até mesmo para
a imprensa às vezes eles são fechados. Absurdo!
E se fala em profissionalização do futebol. Mas
sem a presença de público?
Agora, pela desclassificação do time unionista e,
pior que isso, com um segundo rebaixamento na temporada, além
do fato de se optar pelas disputas do Campeonato Paulista de Juniores
(idade máxima de 20 anos), em detrimento à Copa
Federação Paulista, na qual podem jogar juniores
e profissionais (sem limitação da idade), tudo nos
altos da Rua 13 de Maio fica mais vazio ainda.
Mesmo com uma empresa comandando o futebol unionista, um novo
desmanche do elenco acaba de acontecer, assim como era até
pouco tempo com o comando estando nas mãos de dirigentes
da cidade. O quê mudou?
Talvez apenas a questão dos recursos financeiros, pois
não se corre mais atrás de dinheiro de empresas
de Santa Bárbara, porque a U.B. cobre todas as despesas.
Salários estão em dia no futebol.
Hoje o União não conta com um elenco de profissionais.
A grande maioria foi liberada pelo comando europeu.
Jogadores
que deveriam permanecer
Neneca, Fabinho, Valdir, Xandão e Diogo Pires; Leonel,
Bruno Lazzaroni, Walter e Adriano Iversen; Luciano e Gilson Batata.
Este deveria ser um time-base para continuar no União,
além de um ou outro com condições de titularidade,
como o bom goleiro Samir, o volante Alexandre Dorta, o centroavante
Gauchinho, além do goleiro Chico. Depois era só
contratar mais dez e estaria pronto o elenco para o “Paulistinha”/2006.
Mas a U.B. erra de novo ao liberar quase todos e correr o risco
de se montar um time não competitivo.
E quem será o técnico para 2006? Os dois que comandaram
o União no “Brasileirinho” – Samarone
e Serrão - foram reprovados e os números comprovaram
isso. Erraram bastante tanto nas escalações iniciais
do time para cada partida, como nas substituições
que andaram fazendo, que praticamente sempre pioraram o rendimento
em campo, daí algumas derrotas ou empates incompreensíveis.
Isso custou a queda do União para a Série C nacional.
Wagner Benazzi seria o treinador mais indicado para reconduzir
o União ABFC às divisões de onde o clube
saiu em 2005.