Cadeia
Pública: vizinhança convive com os riscos
Francisco
R. de Godoy
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Virgílio:
já morava no local antes de ter a cadeia |
Há
algum tempo a Cadeia Pública Carcereiro Pedro Cromo abriga
um número bem maior de detentos do que comporta a sua capacidade.
Esta superlotação tem contribuído para aumentar
o risco de rebeliões e fugas. O caso mais recente aconteceu
na madrugada da última segunda-feira, quando os detentos
tentaram fugir cavando um túnel de cinco metros de comprimento,
situação que foi controlada porque os carcereiros
e guardas civis descobriram e frustraram a possível fuga.
Neste dia, a Cadeia Pública que tem capacidade para 24
detentos estava com 111 homens, divididos em apenas três
celas.
A situação crítica ocasionada pela superlotação,
torna a Cadeia Pública cada vez menos insegura, fator que
também gera insegurança e medo aos que vivem nas
imediações. No entanto, apesar da iminência
de uma possível rebelião ou fuga, o que poderia
ser amenizada com transferências de detentos conforme solicita
constantemente a direção do presídio, moradores
próximos ao local consideram a região mais protegida
do que se morassem em outros bairros da cidade. Para alguns, o
importante é evitar se expor quando começa uma movimentação
diferenciada no local.
Segundo Virgilio Rizziolli, que mora há 37 anos na Rua
Dona Margarida, antes mesmo que a Cadeia Pública fosse
construída ao lado da sua casa, na esquina com a Rua Martin
Luter King, existe sim o medo de que em alguma fuga detentos se
escondam em sua casa. Um outro medo é de que ocorra troca
de tiros em um possível resgate e que alguma bala perdida
atinja a sua casa. Mas por outro lado, apesar desta iminência,
o aposentado diz que leva uma vida normal e até mesmo tranqüila
em sua casa, tomando os cuidados que tomaria se morasse em qualquer
outro lugar, já que hoje a insegurança é
um caso generalizado. “Cuidado e caldo de galinha não
faz mal a ninguém”, reitera Rizziolli.
Já José Caetano, vizinho da Cadeia Pública
há 12 anos, acredita que a situação poderia
ser controlada não só se houvesse a transferência
de parte dos detentos, mas se houvesse principalmente maior rigidez
por parte dos responsáveis pela segurança do local,
mas diz sentir-se mais seguro do que se morasse em um bairro mais
afastado da cadeia. “Eu não tenho medo de morar próximo
à cadeia porque se houver fuga o pessoal vai fugir para
outros bairros e não ficar dando mole aqui”, afirma
Caetano, destacando que apesar desse risco se sente mais seguro
no seu bairro, encostado à cadeia, do que em outros mais
afastados, onde não há tanto policiamento.
Quitéria Silva do Nascimento, que reside próximo
da Cadeia Pública há 14 anos, diz que não
tem o que reclamar por morar ao lado da Cadeia Pública,
tanto que afirma se sentir segura na maior parte do tempo. Ela
conta que só redobra a sua atenção quando
aumenta a movimentação de policiais e guardas no
local, evitando ficar fora de casa, pois sabe que pode acontecer
algo grave. “Quando há alguma confusão a gente
evita ficar fora de casa, mas fora isso por termos a cadeia bem
próxima de casa, quase não temos criminalidade no
bairro”, comenta a dona de casa.
Ciclista
fica ferido em acidente
Na
noite de sexta-feira, Pedro dos Santos, 43 anos, morador no Conjunto
Roberto Romano, pilotava uma bicicleta na Rua 21 de Abril, no
Rochele II, quando a moto Honda, placa DLZ 6890, pilotada por
Elton Firmino dos Santos, 23 anos, adentrou na rua em curva fechada,
ocorrendo colisão. Com o choque Pedro sofreu uma queda
sendo necessário ser encaminhado pela Unidade de Resgate
do Corpo de Bombeiros ao Centro Médico.
Professor
é agredido em festa
O
professor José Leon Anselmo, 34 anos, morador na cidade
de Monte Mor, foi agredido na madrugada de ontem. Ele contou que
estava numa festa na Rua Caetés, no Jardim São Francisco,
quando por volta das 3 horas, ocorreu um desentendimento envolvendo
várias pessoas que o agrediram a socos e pontapés.
José com ferimentos foi atendimento no Hospital da Unimed.
Loja
é furtada na Av. da Indústria
Através
de uma abertura na laje, desconhecidos na madrugada de ontem conseguiram
invadir a loja Meire Decorações de Claudemir Pasti
na Avenida da Indústria, zona leste. Do interior furtaram
600 reais em dinheiro e outros objetos. O furto somente foi constatado
na manhã de ontem quando o proprietário chegou no
local.