Santa Bárbara d'Oeste, 18 de Setembro de 2005





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Cadeia Pública: vizinhança convive com os riscos

Francisco R. de Godoy
Virgílio: já morava no local antes de ter a cadeia

Há algum tempo a Cadeia Pública Carcereiro Pedro Cromo abriga um número bem maior de detentos do que comporta a sua capacidade. Esta superlotação tem contribuído para aumentar o risco de rebeliões e fugas. O caso mais recente aconteceu na madrugada da última segunda-feira, quando os detentos tentaram fugir cavando um túnel de cinco metros de comprimento, situação que foi controlada porque os carcereiros e guardas civis descobriram e frustraram a possível fuga. Neste dia, a Cadeia Pública que tem capacidade para 24 detentos estava com 111 homens, divididos em apenas três celas.
A situação crítica ocasionada pela superlotação, torna a Cadeia Pública cada vez menos insegura, fator que também gera insegurança e medo aos que vivem nas imediações. No entanto, apesar da iminência de uma possível rebelião ou fuga, o que poderia ser amenizada com transferências de detentos conforme solicita constantemente a direção do presídio, moradores próximos ao local consideram a região mais protegida do que se morassem em outros bairros da cidade. Para alguns, o importante é evitar se expor quando começa uma movimentação diferenciada no local.
Segundo Virgilio Rizziolli, que mora há 37 anos na Rua Dona Margarida, antes mesmo que a Cadeia Pública fosse construída ao lado da sua casa, na esquina com a Rua Martin Luter King, existe sim o medo de que em alguma fuga detentos se escondam em sua casa. Um outro medo é de que ocorra troca de tiros em um possível resgate e que alguma bala perdida atinja a sua casa. Mas por outro lado, apesar desta iminência, o aposentado diz que leva uma vida normal e até mesmo tranqüila em sua casa, tomando os cuidados que tomaria se morasse em qualquer outro lugar, já que hoje a insegurança é um caso generalizado. “Cuidado e caldo de galinha não faz mal a ninguém”, reitera Rizziolli.
Já José Caetano, vizinho da Cadeia Pública há 12 anos, acredita que a situação poderia ser controlada não só se houvesse a transferência de parte dos detentos, mas se houvesse principalmente maior rigidez por parte dos responsáveis pela segurança do local, mas diz sentir-se mais seguro do que se morasse em um bairro mais afastado da cadeia. “Eu não tenho medo de morar próximo à cadeia porque se houver fuga o pessoal vai fugir para outros bairros e não ficar dando mole aqui”, afirma Caetano, destacando que apesar desse risco se sente mais seguro no seu bairro, encostado à cadeia, do que em outros mais afastados, onde não há tanto policiamento.
Quitéria Silva do Nascimento, que reside próximo da Cadeia Pública há 14 anos, diz que não tem o que reclamar por morar ao lado da Cadeia Pública, tanto que afirma se sentir segura na maior parte do tempo. Ela conta que só redobra a sua atenção quando aumenta a movimentação de policiais e guardas no local, evitando ficar fora de casa, pois sabe que pode acontecer algo grave. “Quando há alguma confusão a gente evita ficar fora de casa, mas fora isso por termos a cadeia bem próxima de casa, quase não temos criminalidade no bairro”, comenta a dona de casa.


Ciclista fica ferido em acidente

Na noite de sexta-feira, Pedro dos Santos, 43 anos, morador no Conjunto Roberto Romano, pilotava uma bicicleta na Rua 21 de Abril, no Rochele II, quando a moto Honda, placa DLZ 6890, pilotada por Elton Firmino dos Santos, 23 anos, adentrou na rua em curva fechada, ocorrendo colisão. Com o choque Pedro sofreu uma queda sendo necessário ser encaminhado pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros ao Centro Médico.


Professor é agredido em festa

O professor José Leon Anselmo, 34 anos, morador na cidade de Monte Mor, foi agredido na madrugada de ontem. Ele contou que estava numa festa na Rua Caetés, no Jardim São Francisco, quando por volta das 3 horas, ocorreu um desentendimento envolvendo várias pessoas que o agrediram a socos e pontapés. José com ferimentos foi atendimento no Hospital da Unimed.


Loja é furtada na Av. da Indústria

Através de uma abertura na laje, desconhecidos na madrugada de ontem conseguiram invadir a loja Meire Decorações de Claudemir Pasti na Avenida da Indústria, zona leste. Do interior furtaram 600 reais em dinheiro e outros objetos. O furto somente foi constatado na manhã de ontem quando o proprietário chegou no local.


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