A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove a partir desta semana uma \"força-tarefa\" em todo o Estado de São Paulo para imunizar mais de 4,5 milhões de paulistas contra a hepatite B, doença transmitida por vírus que causa a infecção do fígado. Na região de Campinas a meta é imunizar 607.460 pessoas. O cálculo desconsidera o número de pessoas já imunizadas com as três doses da vacina.
De acordo com a pasta, a vacina é voltada para pessoas com até 29 anos de idade e o objetivo da ação é aproveitar o período de férias para proteger a população contra a doença, principalmente adolescentes e jovens com idade entre 15 e 29 anos.
A Prefeitura de Santa Bárbara d\'Oeste, por meio da Secretaria de Saúde, informa que no município as doses da vacina contra hepatite B estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde. Aqueles que ainda não tomaram a vacina devem procurar UBS mais próxima para receber ou completar as doses. Para ficar imunizado contra a hepatite B é necessário receber o esquema completo, ou seja as três doses. A segunda dose acontece um mês depois da inicial. A terceira, após seis meses.
Em 2012, foram aplicadas 26.397 doses da vacina na faixa etária de 15 a 29 anos, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 54,45% da população total de 48.472 pessoas em Santa Bárbara d´Oeste. Já na faixa etária de 0 a 15 anos, a cobertura vacinal é de 97%. Esse número aumenta significativamente já que a vacina consta no calendário vacinal do Ministério da Saúde.
Em 2013, a meta do município é vacinar o maior número possível.
De acordo com a Secretaria de Saúde, desde novembro de 2012, a Vigilância orientou sobre a importância de aproveitar o período de férias para que pais ou responsáveis levassem as crianças nas UBS mais próximas para verificar vacinas em atrasos. Também houve informação para que as pessoas que fossem viajar para outros municípios verificassem a situação vacinal, principalmente aquelas que iriam viajar para áreas endêmicas de Febre Amarela. Além disso, houve comunicação sobre a vacina contra a Hepatite B. Quem se vacinou contra a hepatite B está protegido da hepatite D. A gestante com hepatite B pode transmitir a doença para o bebê. É importante também a vacinação do recém-nascido ainda na maternidade, preferencialmente nas 12 primeiras horas de vida.
Em caso de dúvidas, as pessoas podem entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica, de segunda a sexta feira, das 7 às 16h30, por meio do telefone 3455.2254.
Saiba mais
As hepatites são doenças graves que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Os cinco principais tipos (A,B, C, D e E) são causados por vírus que podem passar de uma pessoa para outra, conforme informações do Ministério da Saúde. As hepatites geralmente não apresentam sintomas. Quando aparecem podem provocar cansaço, tontura ou ânsia de vômito.Muitas vezes, a pele e os olhos ficam amarelados, a urina escura e as fezes mais claras. Em alguns casos, como nos das hepatites B, C ou D, a pessoa pode levar anos para perceber que está doente.
A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível - DST. E assim como a hepatite C, pode ser também transmitida pelo sangue. A recomendação geral é a de que as pessoas que transaram sem camisinha, compartilharam agulhas ou seringas ou receberam transfusão de sangue antes de 1993 devem procurar um posto de saúde e realizar o teste de hepatites. O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitara evolução para cirrose ou câncer de fígado.
Devem ser contempladas com a vacina contra hepatite B:
Todas as pessoas com até 29 anos de idade;
Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;
Auxiliares de necropsia dos Institutos de Medicina Legal;
Carcereiros de delegacias e penitenciárias;
Caminhoneiro;
Coletores de lixo hospitalar e domiciliar;
Comunicantes domiciliares de portador crônico do vírus da Hepatite B;
Comunicantes sexuais de portadores do vírus de hepatite B;
Doadores regulares de sangue;
Fibrose Cística (mucoviscidose)
Gestante;
Indivíduos com nefropatias crônicas, ou dializados ou síndromes nefróticas;
Indivíduos portadores de hepatopatias crônicas e portadores do vírus de hepatite C;
Pacientes com risco de transfusão múltipla em virtude de doença hematológica (hemofilia, talassemia, anemia, falciforme);
Pessoas com doenças de depósito;
Pessoas com exposição a sangue de portadores de hepatite B;
Pessoas com práticas homo ou bissexuais:
Pessoas infectadas pelo HIV ou imunocomprometidos;
Podológos e manicures;
Policiais civis e militares;
População institucionalizada (abrigos de menores, psiquiatria);
População penitenciária;
Potenciais Receptores de múltiplas transfusões sanguíneas ou politransfundidas;
Portadores de doença sexualmente transmissível;
Profissionais de funerárias responsáveis pelo preparo dos corpos;
Profissionais do sexo;
Profissionais que exerçam atividade na área da saúde, preferencialmente nos cursos de graduação, do setor público ou privado;
Tatuadores;
Transplantados e doadores de órgãos sólidos e medula óssea;
Usuários de drogas;
Vítimas de abuso sexual;
Vítimas de acidentes com material biológicos;