Aumenta procura pela vacina contra febre amarela em SB

Aumentou a procura pela vacina contra febre amarela em Santa Bárbara d’Oeste. Apesar do município não estar localizado em uma área considerada endêmica, a imunização vem sendo recomendada apenas para quem irá viajar para áreas de risco divulgadas pelo Ministério da Saúde. A cidade já vacinou mais de 950 pessoas.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a procura aumentou após a divulgação do novo mapa da doença. Os dados de imunização na cidade foram coletados do dia 2 ao dia 26 de janeiro. O Brasil registrou 213 casos de febre amarela, sendo que 81 vieram a óbito, no período de 1º julho de 2017 a 30 de janeiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 468 casos e 147 óbitos. Na região, a Prefeitura de Hortolândia confirmou ontem, que investiga dois casos suspeitos. Os pacientes têm histórico recente de viagem e mais detalhes só serão passados caso a suspeita se confirme.

A vacinação está disponível de segunda a sexta-feira em dois locais: Centro de Saúde, na Vila Linópolis e na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Cidade Nova, ambos no período da manhã, a partir das 7 horas. Até o momento não há casos suspeitos ou áreas consideradas de risco no município.

Apesar da grande procura pela vacina, o município não está incluído na “Área de Recomendação para Vacina” contra a febre amarela. Sendo assim, a vacinação é destinada apenas para: pessoas que pretendem viajar para alguma região ou município classificado como Área de Recomendação para Vacina e que frequentarão locais de risco de transmissão do vírus da febre amarela (matas e áreas silvestres ou ribeirinhas). 

Estes indivíduos devem receber a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência. Nestes casos, para pessoas acima de 60 anos, abaixo de nove meses de idade, grávidas ou em período de amamentação, portadores de doença e ou fazendo uso de medicamentos imunossupressores, a vacinação deve ser precedida da indicação médica.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A doença tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

O tratamento é apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito. Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), já que o uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.