Museu da Imigração de S. Bárbara completa 30 anos de fundação
O Museu da Imigração de Santa Bárbara d’Oeste completou 30 anos de fundação. O ponto turístico, histórico, cultural e arquitetônico - que retrata a vinda das famílias imigrantes, origem e trajetória do Município – celebra a data no dia 30 de janeiro. O local é mantido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. A data integra as comemorações do bicentenário barbarense.
Transmitindo a identidade cultural de Santa Bárbara, além de visitas de barbarenses e diversas cidades do Estado, o Museu recebe turistas dos Estados Unidos interessados em conhecer o “Segmento II - Correntes Imigratórias” que possui objetos, fotografias e textos a respeito da Imigração Americana.
O secretário de Cultura e Turismo, Evandro Felix, ressaltou que o Museu da Imigração representa a história e o desenvolvimento político do Município. “Ao longo dos seus 30 anos, o Museu acolheu diversos artistas barbarenses, do Brasil e do mundo. Nesses 200 anos, Santa Bárbara é brindada com uma data tão marcante deste símbolo material - que recebe como presente sua acessibilidade para que todos possam contemplar ainda mais sua beleza e história”, disse.
Quem visita o Museu se encanta com a história preservada não só no prédio, projetado para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia de Vila de Santa Bárbara, mas com os itens da época do final do século XIX. “É interessante poder apreciar a estrutura do local, como as grades nas portas e janelas e as doações de famílias importantes da época como itens de vestuário, domésticos e até mesmo industrial”, disse a estudante de Psicologia, Maria Eduarda, que visitou o local com a família.
Para comemorar a data, uma exposição audiovisual será lançada dia 7 de fevereiro, na Sala Antonio Duarte, com projeção de vídeos da história do Museu e imigrações de famílias vindas de diversos países a Santa Bárbara. Os preparativos já deram início no local. “A exposição marcada para o dia 30 foi adiada devido a novas descobertas que serão apresentadas neste evento”, afirma o secretário.
Será criado um espaço para apreciação dos materiais composto por almofadas e bancos. Até 28 de fevereiro, o visitante conferirá vídeos em 360 graus com conteúdo em quatro telas exibidas simultaneamente. O Museu abre de terça-feira a sábado, das 9 às 17 horas, e funciona na Rua João Lino, 371, no Centro.
Outra iniciativa que será realizada ainda neste ano e para marcar também o bicentenário da cidade, o Museu receberá diversas obras de acessibilidade, como alteração na largura das portas, reformulação do espaço expositivo, nova iluminação interna e externa, instalação de elevador panorâmico para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, entre outras ações. Já foram executadas: a construção de rampa, instalação de piso tátil e construção de banheiro adaptado. Todas as obras são acompanhadas pelo CODEPASBO (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Santa Bárbara d’Oeste), visto que o Museu está em fase de tombamento.
Pensando ainda na preservação imaterial e documental, a Prefeitura lançará um canal no YouTube com vídeos históricos mantidos no Centro de Memória – anexo ao Museu. Serão postados conteúdos gravados em VHS pela Prefeitura, porém nunca convertidos ao formato digital. A exibição na internet é inédita e trará nostalgia ao telespectador.
SAIBA MAIS
O edifício foi construído pelo Governo do Estado de São Paulo - completando 122 anos. Sediando atualmente o Museu da Imigração, foi projetado pelo arquiteto francês Victor Dubugras para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia de Vila de Santa Bárbara. A instituição da Câmara deu à cidade emancipação política: elevou à condição de Vila, separando-se assim de Piracicaba, Município ao qual estava ligado.
A obra foi realizada pelo Departamento de Obras Públicas de São Paulo e faz parte de um conjunto de equipamentos que o arquiteto projetou para o Governo no interior do Estado naquela mesma época.
A Câmara ficou no prédio até 1913, quando passou a funcionar no Paço Municipal. A Delegacia de Polícia e Cadeia Pública funcionaram no prédio até o fim da década de 1970, o que provocou diversas transformações e adaptações na obra original. Durante os anos 80 o local ficou fechado e foi transferido para o Município que instituiu o Museu da Imigração, que permanece ainda hoje.