Cinco escolas de Santa Bárbara d\'Oeste tem até amanhã para aderirem ao novo modelo de tempo integral proposto pelo Governo do Estado. No total, 155 escolas estaduais foram pré-selecionadas para integrar a iniciativa a partir de 2014. Para se chegar a definição, reuniões nas instituições foram realizadas.
Iniciado em 2012 em 16 escolas de Ensino Médio, o programa foi ampliado neste ano para outras 53 unidades, inclusive no ciclo II (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental. O novo modelo é implantado mediante adesão, a partir de consulta feita a escolas pré-selecionadas.
Os critérios de seleção incluíram os níveis de ensino oferecidos (ciclo II do Fundamental e Médio), não ser a única na cidade, não ser compartilhada com unidades municipais e possuir número mínimo de salas de aula, além de espaço físico adequado para a implantação de instalações específicas.
Na cidade podem se tornar tempo integral em 2014 as escolas Professor Jorge Calil Assad Sallum; Professora Maria Guilhermina Lopes Fagundes; Monsenhor Henrique Nicopelli; Professor Antonio Matarazzo e Professora Elisabeth Steagal Pirtouscheg.
Uma avaliação diagnóstica realizada nos meses de março e setembro de 2012 pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo nas 16 escolas de Ensino Médio em que o programa foi iniciado no ano passado mostra que o modelo teve importante impacto no aprendizado dos estudantes.
No novo modelo de escola de tempo integral, a jornada é de oito horas e meia no Ensino Fundamental e de nove horas e meia no Ensino Médio, incluindo três refeições diárias. A estrutura conta com salas temáticas de português, história, arte e geografia e salas de leitura e informática.
Na matriz curricular, os alunos terão orientação de estudos, prática de ciências, preparação acadêmica e para o mundo do trabalho e auxílio na elaboração de um projeto de vida, que consiste em um plano para o seu futuro.
Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas eletivas, que são escolhidas de acordo com seu objetivo. Cada escola define quais serão elas, conforme o interesse dos alunos. Podem ser aulas relacionadas a línguas, tecnologia, artes, entre outros temas. O intuito é contribuir para que o jovem esteja apto para a realização do seu projeto.
Outro ponto forte do novo modelo está no sistema de trabalho oferecido para os docentes que atuarem exclusivamente nas escolas de ensino integral. É um regime de dedicação plena e integral de 40 horas semanais com carga horária multidisciplinar, que promove uma maior aproximação entre professor e aluno.
Para isso o docente recebe uma gratificação, que, por meio de lei sancionada em dezembro do ano passado, foi ampliada de 50% para 75% sobre o salário do professor, inclusive sobre o que foi incorporado durante sua carreira. Por exemplo, para um professor que acabou de entrar na rede ou que ainda esteja na faixa 1/nível 1 a remuneração passará de R$ 2.088 para R$ 3.654. A gratificação é computada nos cálculos do 13º salário, do acréscimo de um terço de férias e dos proventos da aposentadoria.