Escolas de Santa Bárbara d\'Oeste recebem neste mês livros didáticos do programa Ler e Escrever. Direcionados pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, os exemplares são voltados para as escolas municipais de Ensino Fundamental.
Em todo o Estado, foram empregados R$ 8,5 milhões na produção e distribuição dos materiais às escolas estaduais e municipais conveniadas ao programa. No total, foram atendidos mais de 1,5 milhão de alunos e em Santa Bárbara, são 16.396 livros aos estudantes.
Os materiais encaminhados a alunos e professores foram elaborados para auxiliar no planejamento das aulas, bem como na proposta de atividades, de acordo com cada etapa de aprendizado, e obedecem às diretrizes do programa, que fornece subsídios, livros e capacitação aos docentes das redes estaduais e municipais para desenvolver novas propostas de alfabetização aos estudantes dos anos iniciais (1º ao 5º ano) do Ensino Fundamental.
O programa Ler e Escrever tem como objetivo aprimorar o domínio dos alunos em leitura e escrita nos primeiros anos da educação básica, a partir do desenvolvimento de ações que interferem diretamente no cotidiano da sala de aula e na gestão da escola.
Fazem parte do conjunto de atividades do programa o Bolsa Alfabetização, que estabelece parceria com as instituições de ensino superior para alocar um aluno-pesquisador na sala de aula (devidamente acompanhado pelo professor-orientador), mediante bolsa de estudos; o projeto Sala de Leitura, que fornece livros de diversos gêneros textuais para os acervos das escolas; o projeto Apoio ao Saber, com a distribuição de livros para alunos e professores a fim de estimular o gosto pela literatura para ambos os públicos, além do fornecimento de globos terrestres, letras móveis e calculadoras.
Na rede estadual de ensino, desde 2007, ano de implantação do programa Ler e Escrever, o índice de crianças plenamente alfabetizadas até o 3º ano do Ensino Fundamental subiu mais de sete pontos percentuais, atingindo a marca de 95% em 2011, de acordo com a avaliação do Saresp. Em 2007, o percentual era de 87,4%. Esses dados colocam a rede estadual paulista à frente do restante do país, já que, de acordo com os dados do Censo de 2010, 84,8% da população nessa faixa etária são alfabetizados em todo o Brasil.
Para participar do programa, as prefeituras preenchem o formulário de adesão, informando os dados quantitativos do município por escola e série/ano, e estabelecem um cronograma de implantação, que será acompanhado pelo coordenador geral do município, juntamente com a Secretaria da Educação do Estado.
O município que optar pelo Bolsa Alfabetização poderá indicar a instituição parceira e as ações para a implantação do programa no município, considerando o calendário escolar local.
A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), criada em 23 de junho de 1987, é responsável por viabilizar a execução das políticas educacionais definidas pela Secretaria da Educação, implantando e gerindo programas, projetos e ações destinadas a garantir o bom funcionamento, o crescimento e o aprimoramento da rede pública estadual paulista de ensino.
Entre suas principais atribuições estão: construir escolas; reformar, adequar e manter os prédios escolares, salas de aula e outras instalações da rede estadual; oferecer materiais e equipamentos necessários à educação e, juntamente com a SEE, viabilizar meios e estruturas para a capacitação dos profissionais da educação, visando sempre à melhor qualidade do ensino e à aplicação apropriada das políticas educacionais definidas pelo Estado.