Estado se defende e crítica movimento dos professores

Os professores da rede estadual ligados a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) deflagraram anteontem a greve da categoria e a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo se defendeu rebatendo as críticas e o movimento.

\"Considera descabidas as reclamações da Apeoesp, que se pauta por uma agenda político-partidária completamente alheia ao compromisso centrado no aprendizado dos alunos, que é renovado diariamente pelos profissionais do magistério paulista, dos quais cerca de 90% garantiram o andamento das aulas\", informou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
Ainda comentou sobre a Política Salarial e os benefícios propostos pelo Estado, como o projeto de lei complementar para conceder novo aumento aos profissionais da Educação. \"Os 8,1% de acréscimo propostos eleva de 42,2% para 45,1% o aumento escalonado até 2014. Ao contrário das alegações levianas propagadas pelo sindicato, a pasta cumpre integralmente essa legislação. O Estado obedece ao limite máximo de dois terços da carga horária total para a jornada de trabalho docente em classe. Na verdade, a Apeoesp ataca o mesmo sistema de contagem de horas de trabalho extraclasse que comemorou em 2006 após tê-lo reivindicado à Secretaria da Educação, e hoje tenta esconder essa bandeira de seu passado\".

A campanha da Apeoesp é denominada de mentirosa pela Secretaria do Estado da Educação. \"A atual gestão está permanentemente à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino. E é justamente esse legítimo diálogo direto que a Apeoesp tenta, em vão, prejudicar. Para isso o sindicato apelou até para uma campanha mentirosa. Embora no dia 15 de março tenha decidido e divulgado que faria nova assembleia em 19 de abril, nas últimas semanas a entidade passou a afirmar que a greve já estava definida. (...) É repudiável o oportunismo mentiroso e aproveitamento político de um acontecimento que poderia ter ocorrido com integrantes de qualquer instituição e que não teve nenhuma relação com as condições de trabalho da escola. Por fim, a pasta informa que o registro de faltas na sexta-feira (19) teve crescimento de apenas 4,8% do total de docentes, em relação à média diária de ausências de 5%\".

A Apeoesp reivindica para categoria reposição salarial de 36,74%. Além disso, os professores reivindicam o cumprimento da lei que determina que um terço da jornada de trabalho seja destinada a atividades de formação e preparação de aulas e a extensão dos direitos da categoria aos contratados temporariamente.