O Hospital Santa Bárbara inaugura amanhã, sexta-feira (21/06), às 19h, novos leitos da rede de urgência e emergência, rede AVE (Acidente Vascular Encefálico), reabertura da Capela e a fachada principal da unidade de saúde. A solenidade contará com a presença de autoridades municipais, representantes da Secretaria de Estado da Saúde, por meio do DRS (Diretoria Regional de Saúde) VII, além da presença de lideranças políticas da região.
Na oportunidade, o Bispo Diocesano Dom Fernando Mason e o padre Jucimar Bitencourt, pároco da Paróquia Santa Bárbara, responsável pela capela, estarão presentes celebrando uma missa e dando a bênção para as novas alas. A Capela é dedicada à Santa Bárbara.
Atualmente, o Hospital Santa Bárbara conta com 105 leitos e 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A unidade de saúde vai abrir mais 30 leitos, sendo dez para a rede AVE e 20 para a rede de urgência. O acesso a estes 30 novos leitos será feito Via Central de Regulação de Vagas do Estado de São Paulo.
As obras foram iniciadas na gestão passada, sob os auspícios do antigo presidente Laerte Zucolo e concluídas na atual gestão de Renato W. Victorino. \"Os objetivos são modernizar a estrutura, disponibilizar novos equipamentos e mobiliários, além da ampliação do atendimento e atender ao chamamento do Ministério da Saúde para aderir à Linha de Cuidado do AVE e da Rede de Urgência\", informou Renato W. Victorino, presidente da unidade de saúde.
Hospital adere Rede de Acidente Vascular Encefálico
O Hospital Santa Bárbara para ampliar os seus serviços e atender o chamamento do Ministério da Saúde aderiu a Rede de Acidente Vascular Encefálico, que é extensa e engloba um sistema hierarquizado e regulado. Esse sistema engloba diversos componentes: Unidades Básicas à Saúde; Componente Móvel de Urgência (pré-hospitalar/SAMU 192); Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 horas e Prontos Socorros e hospitais gerais não referenciados para AVE); sala de estabilização.
Também hospitais com habilitação em Centro de Atendimento de Urgência Tipo I, Tipo II e Tipo III aos pacientes com AVE; Unidades de Atenção Especializada; Enfermaria de longa permanência; Atenção Domiciliar; Serviço de Reabilitação Ambulatorial e Hospitalar; Serviço de Reintegração Social; Centrais de Regulação; e Ambulatório de Anticoagulação.
Conforme informações do Hospital, essa linha de cuidados em AVC objetiva proporcionar cuidado integrado e continuado promovendo a transferência deste entre os pontos de atenção à saúde, tendo como pressuposto que todos têm fundamental relevância no fluxo da linha de cuidados. Também considera que o atendimento aos usuários com quadros agudos deve ser prestado por todas as portas de entradas dos serviços de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde), possibilitando a resolução integral da demanda ou transferindo-a, responsavelmente, para um serviço de maior complexidade, dentro de um sistema hierarquizado e regulado.
Vale destacar que o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo. A mortalidade varia consideravelmente em relação ao grau de desenvolvimento sócio-econômico, sendo que cerca de 85% ocorrem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento e um terço dos casos atinge a parcela economicamente ativa da população. Considerando-se a previsão de um crescimento da ordem de 300% da população idosa nas próximas três décadas, concentrado nos países em desenvolvimento o prognóstico epidemiológico do AVC torna-se ainda mais sombrio.
Nos últimos 15 anos, o advento de novas abordagens da fase aguda dos pacientes com AVE, a terapia trombolítica e os cuidados em Unidades de AVE, trouxeram excepcional avanço do ponto de vista prognóstico aos pacientes. Ambos demonstram níveis de evidência relevantes ao ponto de se configurarem como as principais formas de intervenção com melhores resultados prognósticos.