A Secretaria de Saúde de Santa Bárbara d´Oeste registra quatro mortes em decorrência da gripe H1N1 no município neste ano. As vítimas três homens, na faixa etária de 60, 59 e 31 anos e uma mulher de 46 anos.
Conforme Boletim da Secretaria de Saúde, até a presente data (ontem, dia 04/07), foram registradas 31 notificações, com quatro casos positivos, 22 negativos, cinco exames aguardando resultado e quatro óbitos.
Segundo a pasta, o óbito registrado no dia 18 de junho é de um homem de 59 anos que possuía doença crônica e não havia tomado a vacina. Outro caso de óbito é de um homem de 60 anos que também possuía doença crônica e não havia tomado a vacina.
O óbito registrado no dia 20 de junho é de um homem de 31 anos. O paciente estava internado por meio de convênio em Americana. Já o óbito registrado no dia 2 deste mês é de uma senhora de 46 anos, portadora de Síndrome de Down e que não havia tomado a vacina. A paciente havia sido internada no Hospital Santa Bárbara no dia 23 de maio. No Município a vacinação continua para os grupos prioritários.
Estado
Neste ano, há o registro de 1.307 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) confirmados para gripe influenza A (H1N1), com 259 óbitos no Estado de São Paulo. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde.
Segundo a pasta, o número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionados ao vírus da gripe A (H1N1) no Estado de São Paulo caiu 85,4% no mês de junho, na comparação com o mês anterior. Em maio foram registrados 137 mortes no Estado e no mês passado esse número caiu para 20. O número de casos confirmados da doença também caiu de 679 para 162 no período, o que representa redução de 76% .
Conforme classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus influenza A (H1N1) é classificado como gripe comum, assim como outros tipos de vírus de gripe circulantes no Estado (A sazonal e B sazonal). Portanto, os casos não são de notificação compulsória, conforme diretriz do Ministério da Saúde. Apenas os casos graves, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), são notificados ao Estado.
É importante ressaltar que entre todos os óbitos confirmados para SRAG, em cerca de 70% deles os pacientes apresentavam alguma comorbidade (doenças crônicas como diabetes e hipertensão). Mais da metade dos casos (60%) e óbitos (50%) ocorreu na Grande São Paulo, principalmente no município de São Paulo.
Tamiflu
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo distribuiu cerca de 5,5 milhões de doses do antiviral Oseltamivir, conhecido como Tamiflu, para os municípios paulistas. A ação faz parte do combate às síndromes virais graves, que se intensificam nessa época do ano, como a gripe influenza A (H1N1). O abastecimento do medicamento é destinado aos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e poderá ser prescrito pelo médico responsável pelo atendimento nas unidades de saúde de cada município.
O objetivo é facilitar o acesso e uso adequado do medicamento. De acordo com a Divisão de Doenças Respiratórias da Secretaria, a recomendação à população é que procure o serviço de saúde mais próximo sempre que a síndrome viral caracterizar-se por um quadro de febre, tosse, dor de garganta e pelo menos um dos seguintes sintomas: dores nas articulações, dores musculares ou dor de cabeça.
Para que o Oseltamivir tenha o efeito desejado, a recomendação é de que seja prescrito em até 48 horas após o início dos sintomas da gripe aguda. A droga diminui a carga viral no paciente, diminui a duração dos sintomas, melhora o prognóstico da doença e impacta diretamente na diminuição no número de casos de óbitos, principalmente, em pacientes portadores de comorbidades.
Recomendações
Com as quedas na temperatura registradas tradicionalmente nos meses de junho, julho e agosto, e a consequente aglomeração de pessoas dentro de espaços fechados, o contágio dos vírus tendem a se propagar mais rapidamente.
Entre as recomendações, estão: lavar a mão várias vezes ao dia, cobrir a boca com um lenço ou a mão quando for tossir, buscar sempre ambientes arejados, evitar ir trabalhar quando estiver com sintomas da gripe para não transmitir a doença, e procurar orientação médica imediatamente. Boa alimentação e hidratação diária também são indispensáveis. É importante que o paciente procure orientação médica na unidade de saúde mais próxima de sua casa.