Um paciente reclamou da falta da entrega de um medicamento pelo programa \"Farmácia de Alto Custo\". Ele esteve na unidade, que funciona junto ao Centro de Especialidades Médicas, na sexta-feira, e deixou o local revoltado, ao receber a orientação que necessitaria de um laudo médico atualizado para obtenção do remédio.
Rodrigo Aparecido Incerpi, morador do Jardim Batagim, afirmou que enquanto seu receituário era válido, o medicamento estava indisponível. “Disseram que preciso do recadastramento. A última vez que peguei o remédio foi no dia 16 de fevereiro e nos meses de março e abril estavam em falta. Quando voltei neste mês tinha, mas não pude pegar, disseram que eu precisava fazer o recadastramento e levar o laudo médico atualizado, mas a consulta marcada para o dia 13 de maio, com o clínico geral, foi cancelada na UBS do 31 de Março”, falou.
Segundo ele, o seu problema é a esquizofrenia e a medicação necessária é Risperidona de 2 mg. “Eu tomei por oito anos a Risperidona e parei por um tempo alterando o remédio que outro médico pediu, mas eu me sinto melhor com a Risperidona e foi pedido que eu retornasse com essa medicação”, contou.
Ainda de acordo com o paciente, foi preciso recorrer ao clínico geral por falta de psiquiatra na rede de Saúde. “Faz mais de um ano que não tem psiquiatra atendendo no postinho do 31 de Março. Eu pegava o remédio controlado a cada dois meses e acho que fui prejudicado”.
Procurada, a Secretaria de Saúde informou, por meio de assessoria de imprensa, que o medicamento Risperidona de 2mg faz parte da lista de medicamentos que são entregues pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do programa \"Farmácia de Alto Custo\".
“Os medicamentos que são distribuídos pela Farmácia de Alto Custo possuem protocolos de dispensações e regras estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde. Todos os processos da Farmácia de Alto Custo possuem validade de três meses, após esse período, é solicitado um processo de renovação”, explicou.
A pasta ainda comentou o caso especifico de Incerpi. “No caso do paciente, o processo vigorou de 02/2016 à 04/2016, sendo que o mesmo retirou o medicamento no dia 16/02/2016. Nos meses seguintes o medicamento não foi entregue pela Secretaria de Estado da Saúde. Como o Estado não realiza entregas retroativas, se faz necessário o processo de renovação para continuidade do tratamento”.
Já em relação ao número de psiquiatras na rede de Saúde, foi informado que três profissionais atuam no momento. “A Secretaria de Saúde conta com três psiquiatras, que atendem nos serviços de Saúde Mental do município, após encaminhamento das UBSs. Nos casos em que o paciente tem urgência para consulta, deve procurar o gerente da UBS para que seja verificada a possibilidade de antecipação da mesma”.