Os casos de caxumba em Santa Bárbara d’Oeste aumentaram consideravelmente entre 2015 e 2016. Até a semana passada, o município somava 292 casos e no ano passado, 13. A informação é da Secretaria de Saúde e a questão é tratada como “surto localizado”.
“Os surtos são localizados. Não existe contenção, somente bloqueio quando há surgimento de um caso novo, seguindo protocolo conforme determinação do Ministério da Saúde”, informou a pasta, por meio de assessoria de imprensa.
Ainda de acordo com o balanço divulgado, os casos no Município não são concentrados por faixa etária. Portanto, estão distribuídos em várias delas. “A Secretaria orienta que uma das medidas de prevenção é que todos que estejam sem a vacina procurem a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima para tomar a dose e regularizar o cartão de vacina”.
Outra medida adotada pela Vigilância Epidemiológica, para evitar novas transmissões, é o "bloqueio vacinal", ou seja, realizar a vacinação em quem teve contato com o caso suspeito ou confirmado. “A vacinação é a única maneira de prevenir a doença”, finalizou.
De acordo com o Ministério da Saúde, a caxumba é uma doença viral aguda, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares.
Em homens adultos, ocorre orquiepididimite em aproximadamente 20% a 30% dos casos; em mulheres, pode ocorrer ooforite com menor frequência, acometendo cerca de 5% dos casos.
Aproximadamente, 1/3 das infecções pode não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O sistema nervoso central, com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, quase sempre sem sequelas. Mais raramente, pode ocorrer encefalite.
Ainda conforme o Ministério da Saúde, mesmo o adulto que não se vacinou quando criança, deve se vacinar (a indicação é até 49 anos) para evitar contrair o vírus e propagá-lo. Nesse grupo, a caxumba apresenta complicações, como a infecção nos testículos e ovários. Porém, a caxumba apresenta sintomas geralmente benignos e não é considerada uma doença grave. Na rotina dos serviços de saúde pública, a vacinação contra a caxumba é ofertada para a população a partir de 12 meses.
“O mais indicado para quem contrair o vírus é ficar de repouso e isolamento (apenas não sair de casa é suficiente) para evitar a propagação, uma vez que ela é de fácil contágio. O atendimento é ambulatorial e o tratamento é feito no domicílio. A hospitalização dos pacientes só é indicada para os casos que apresentem complicações graves, como meningites e encefalites”.