O desejo de melhorar o desempenho sexual leva jovens de 20 a 35 anos a utilizarem medicamentos para disfunção erétil de maneira irregular, ou seja, sem indicação de um especialista. É o que aponta o levantamento inédito realizado no ambulatório de sexualidade do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
A unidade atende mais de 300 homens por mês com problemas sexuais e cerca de 20% deste total afirma já ter feito o uso de estimulantes sexuais, pelo menos uma vez, sem prescrição médica. Na hora da consulta, as explicações são sempre as mesmas: curiosidade, vontade de aprimorar a \"performance\" sexual e, claro, o receio de falhar na \"hora H\".
Em algumas farmácias de Santa Bárbara d’Oeste, os dados da pesquisa também se comprovam, com jovens sendo a maioria nos estabelecimentos na aquisição do produto. “Os jovens são os que mais procuram pelo viagra. A maioria tem a partir de 20 anos. Não sabemos o motivo, se é por curiosidade ou outro fator, mas acredito que alguns possam vir por necessidade também”, disse o balconista, Antonio Rorato, que trabalha em uma farmácia do Jardim Pérola.
Em outro estabelecimento comercial, no bairro Cidade Nova, a situação relatada foi a mesma. “Hoje os jovens compram bem em quantidade, sendo um número significativo. Pedem e compram sem receio algum”, disse o atendente, Gilson Silva.
O valor do medicamento também está mais acessível depois que o viagra perdeu sua patente. “O genérico é o mais procurado, pois custa cerca de R$10,00 e o de marca cerca de R$ 20,00”, comentou ainda Silva.
Os estimulantes sexuais podem causar dores de cabeça e musculares, diarréia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Os pacientes cardiopatas também não podem ingerir este tipo de medicamento, considerado um vasodilatador, principalmente sem supervisão médica. Somente o especialista pode diagnosticar a necessidade de uso e, ainda, o melhor método, conforme critérios como idade, histórico familiar e condição financeira.
A prática de atividade física é uma maneira saudável e eficaz de melhorar a atuação na hora do sexo, segundo os médicos. Os exercícios contribuem com o condicionamento físico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam resistência trabalhando as regiões do peito, ombros, braços e pernas, além de elevar a autoestima.