O corte de gastos por parte da Administração Municipal também teria afetado a prestação de alguns exames oferecidos aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). É o que reclama o filho de uma usuária, que espera desde agosto por um agendamento no Centro Médico para o exame denominado droppler.
\"Minha mãe passou pelo médico vascular em agosto e ele pediu para que ela fizesse o droppler nas duas pernas. Fui ao Centro Médico e orientado a retornar em outubro, após as eleições para fazer o agendamento. Voltei no prazo estipulado e recebi como resposta voltar em novembro porque os agendamentos eram feitos somente para quem fosse passar por cirurgia. No dia 20 estive lá novamente e a resposta foi que cortaram a verba para o exame\", disse o filho, Peterson Santos.
A resposta dada não o agradou e por isso ele revolveu denunciar. \"O corte de gastos foi feito na época do prefeito Mário Heins (PDT) e continua. A população é que sofre com isso\", comentou.
Segundo Santos, o exame particular é inviável devido ao preço. \"Não temos convênio e o exame é de R$ 330,00 cada, ou seja, R$ 660,00. É uma injustiça e fiquei muito revoltado\".
O secretário de Saúde, João Roberto Miller Jr, informou por meio de assessoria de imprensa, que de fato a ex-administração havia cancelado a realização de exames. \"A Secretaria de Saúde está retomando, para o mês de dezembro, a realização dos exames contratados (incluindo o droppler). A orientação à paciente é que ela procure o Centro Médico para agendar o procedimento que será oferecido a partir de dezembro\".
Nesta semana, o secretário já havia afirmado que daria continuidade aos processos de aquisição dos materiais básicos às 12 UBS (Unidades Básicas de Saúde). O atendimento nas unidades não será prejudicado, pois nesta tarde os processos foram repassados aos setores competentes.
\"As solicitações não foram encaminhadas corretamente pela gestão que nos antecedeu. Algumas delas aguardavam um mês para serem empenhadas e não obtiveram conclusão. Alguns materiais como soro fisiológico soro glicosado, dispositivo intravenoso, algodão, luvas descartáveis, gazes, esparadrapo, papel higiêncio rolão, entre outros, estavam com o estoque praticamente zerado.
Estamos readequando a situação e também providenciando estoque de tais insumos para durar até 31 de janeiro. Não registramos a falta de medicamentos\", disse Miller.